BA, ES e MG discutem termo de cooperação técnica para controle das viroses do mamão

por admin_ideale

Produtores de mamão e autoridades da área de defesa vegetal dos
principais Estados produtores estiveram reunidos, na última terça-feira (13),
no município de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, para discutir as medidas
de controle das viroses do mamoeiro em território nacional. O encontro ocorreu
no auditório da Câmara de Vereadores. A reunião foi liderada pelo Governo do
Estado da Bahia com o apoio da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores
de Papaya (Brapex).

No primeiro momento, a coordenadora da área do mamão do Estado da
Bahia, Flávia Fernandes Lopes, apresentou o Projeto Estadual de Prevenção e
Controle de Pragas do Mamoeiro. Segundo ela, o trabalho foi iniciado em 2000 e,
nesse período, diversas ações foram realizadas, como a erradicação de plantas
de fundo de quintal e a portaria estadual para reduzir a fonte de inoculo na
região. “Promovemos a educação sanitária para mudar o comportamento dos
produtores”, destacou Lopes.

O Gerente
de Defesa Sanitária Vegetal
do Instituto
Mineiro Agropecuário (IMA), Nataniel Diniz Nogueira, esteve presente na reunião
e afirmou que o Estado irá adequar as legislações já existentes para a
realidade mineira. “Precisamos agir para controlar o ataque do mosaico. O
produtor tem que estar sensível para proteger as culturas agrícolas. Não é uma
imposição do Estado, é do mercado”, afirmou Nogueira.

Cultivado tradicionalmente há vários anos no Espírito Santo, o
mamão capixaba aprendeu a conviver com a doença, embora, em 2012, a incidência
da doença tem sido muito acima da média. Para o diretor técnico da Brapex, José
Roberto Macedo Fontes, o cultivo só possível devido à prática do roguing,
eliminação de plantas doentes da lavoura, adotada na região. “É a principal
ação. A cada semana, uma planta contaminada vai disseminando a doença
rapidamente e isso vai se multiplicando. Qualquer região que não fizer essa
prática está fadada a inviabilizar a cultura do mamão”, destacou Fontes.

 

Produtores destacam
necessidade da fiscalização no campo

Durante a reunião, o produtor do sul da Bahia, Ulisses Brambini,
destacou a necessidade da fiscalização dos órgãos responsáveis nas lavouras
contaminadas. Para o produtor, além da consciência do agricultor, os órgãos de
fiscalização agropecuária precisam enfatizar o trabalho no campo. “Meu negócio
é 98% mamão. Se eu não cuidar da lavoura minha situação fica complicada. Eu
cuido, mas é necessário que os outros produtores também fiquem atentos com a
eliminação das plantas doentes”, afirmou.

Já o produtor João Bayer, que tem propriedade no norte capixaba e oeste
baiano, disse que não há tempo para esperar mais e a ação tem que ser imediata.
“O trabalho de fiscalização no oeste da Bahia foi positivo. É preciso agir logo
na fiscalização em todas as regiões produtoras para a situação não piorar”,
destacou Bayer.

Termo de Cooperação
Técnica será assinado

Os participantes da reunião discutiram ainda a elaboração de um
Termo de Cooperação Técnica entre os Estados produtores para o controle das
doenças. De acordo com o
Diretor de Defesa Vegetal da Adab, Armando, o órgão irá alinhar com o IMA
(MG) e com o IDAF (ES) para assinar, em breve, o Termo que resultará em ações
integradas nas regiões produtoras. “Vamos intensificar a fiscalização junto com
o trabalho de educação sanitária. Queremos agir pelo convencimento, mas se não
surtir efeito será necessário agir dentro da lei”, frisou Sá.

O presidente da Brapex, Rodrigo Martins, reforçou o posicionamento
da fiscalização mais rigorosa. “Estamos trabalhando para controlar a virose em
todo país. Precisamos adotar as medidas necessárias para que possamos continuar
com nossa produção de mamão sendo referência no mundo”, finalizou Martins.

 

Redação Campo Vivo

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