Mais uma vez, a
cafeicultura capixaba é destaque internacional. O Instituto Capixaba de
Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), recebeu na
sexta-feira (09) a visita de uma missão técnica do Equador. Estiveram no
Instituto sete pessoas, entre representantes do Ministério da Agricultura, do
setor privado e consultores.
A missão equatoriana veio
conhecer as estratégias utilizadas pelo Incaper na cafeicultura do Espírito
Santo. A intenção é, em poucos meses, formalizar um acordo de cooperação entre
o Instituto e os setores público e privado do Equador. Essa parceria vai
contemplar ações nas áreas de pesquisa, assistência técnica, extensão rural ecapacitação.
“A vinda desta missão técnica do Equador é importantíssima, pois consolida o
Incaper como referência mundial no que se refere à cafeicultura”, indicou o
diretor-técnico do Incaper, Aureliano Nogueira da Costa.
O Incaper é referência em
cafeicultura, tanto no que se refere à pesquisa, quanto na assistência técnica
e extensão rural. A experiência capixaba vai servir de exemplo para a renovação
e o revigoramento das lavouras de café equatorianas. O café é uma importante
atividade econômica no Equador, entretanto, o produto é cultivado de maneira
extrativista, sem a utilização de tecnologias. Nos últimos 20 anos, houve uma
redução de 60% da área plantada no país. Desmotivadas, 30% das famílias
desistiram da atividade e a produtividade caiu pela metade.
Os trabalhos de pesquisa,
assistência técnica e extensão rural desenvolvidos pelo Incaper triplicaram a
produção e a produtividade da cafeicultura no Espírito Santo, e servirão de
modelo para o Equador. “Eles ficaram impressionados com o fato de uma
instituição pública conseguir resultados tão significativos em tão pouco
tempo”, disse Romário Gava Ferrão, pesquisador do Incaper e coordenador do programa
estadual de cafeicultura. A missão do Equador é renovar 130 mil hectares de
café. Nesse intercâmbio com o Espírito Santo, os visitantes buscam material
genético, capacitação, e estratégias para fazer a renovação.
Aureliano Nogueira da
Costa apresentou o Instituto aos integrantes da missão equatoriana. Além de
participarem de uma reunião, eles foram a campo para conhecer os programas de
pesquisa e os resultados nas lavouras capixabas. Visitaram em bases
experimentais do Incaper e algumas propriedades rurais. Além de conhecer o
arábica cultivado na Região Serrana capixaba, a missão esteve também nos
principais municípios produtores de conilon do Espírito Santo.
Para Romário Gava Ferrão,
o intercâmbio de material genético entre os países é um dos aspectos mais
significativos desta parceria, e não se restringe à cafeicultura. “O Equador
possui uma coleção de material genético de outras culturas que também são
importantes para o Estado, como cacau e banana. Essa troca de germoplasmas será
de grande valia para os envolvidos”, disse o pesquisador.
Juliana Esteves
Comente esta notícia. Clique aqui e mande sua opinião.
(É
necessário colocar nome completo, e-mail e o título da notícia comentada. Todos
os comentários enviados serão avaliados previamente. O portal Campo Vivo não
publicará comentários que não sejam referentes ao assunto da notícia, como de
teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem direito de terceiros,
etc.)
Siga o Campo Vivo no Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook

