Enquanto o Índice do Custo de Vida (ICV) do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE)
indicou que, de setembro para outubro, aves e ovos registraram aumento de 2,82%
na cesta dos consumidores paulistanos, o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo, do IBGE, aponta que essa variação foi de 0,18%.
Por outro lado, analisados os dois produtos
individualmente, o IPCA do IBGE mostra que a variação do frango inteiro ficou
em 2,69% (+3,38% no ICV do DIEESE) e a do ovo em 1,09% (+0,34% no levantamento
do DIEESE).
Mas se, pelo IPCA, o frango aumentou 2,69% e o ovo 1,09%, como é que, pela
média (aves e ovos) o aumento foi de apenas 0,18%? Simples. É que no item “aves
e ovos” do IBGE há um terceiro produto – frango em pedaços. Que, no caso
paulistano, registrou em outubro queda de preço de 1,78%. Daí a média do item
ter sido puxada para baixo.
Feitas essas observações, é oportuno esclarecer que a “inflação” de 0,18%
apresentada em São Paulo por aves e ovos foi a menor do Brasil. Pois, na média
das 11 capitais levantadas pelo IBGE (quadro abaixo), o aumento foi de 1,44%. A
maior variação (+4,02%) ocorreu em Goiânia.
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