Agricultores capixabas receberam o anúncio de duas ações do Governo do Estado voltadas para a geração de renda, inclusão social e incentivo à permanência no campo. Na manhã desta quinta-feira (08) foram lançados o Polo de Caju e o Projeto Incluir no Campo, durante evento realizado no Assentamento Castro Alves, no município de Pedro Canário.
Segundo o governador do Estado, Renato Casagrande, o interior do Estado precisa ver a vida se renovar, precisa perceber que há meios de fortalecer o trabalho e a sua permanência no campo. “Estas são formas de atendermos as pessoas mais necessitadas, que, na agricultura, são os pequenos produtores de base rural. Temos o objetivo de ir ao encontro dessas pessoas para darmos condições de emancipação para todos, com oportunidade e geração de renda”, declarou Casagrande.
Além do governador, estiveram presentes o secretário da Agricultura, Enio Bergoli, o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Coelho, o presidente do Incaper, Evair Vieira de Mello, o prefeito de Pedro Canário, Antônio Fiorot, o diretor do Sistema de Alimentos e Bebidas do Brasil (SABB Cola-Cola), Axel De Meeûs, vereadores, representantes de associações, dentre outras autoridades
Polo de Caju
O Espírito Santo vai ganhar o 13º polo de fruticultura, com o lançamento do Polo de Caju, que vai contemplar, inicialmente, produtores rurais dos municípios de Pedro Canário e Conceição da Barra. Para ampliar e diversificar a renda dos agricultores da região haverá distribuição de mudas, assistência técnica, crédito e capacitação de técnicos e produtores.
Em oito anos, a produção poderá ser superior a 3,6 mil toneladas de fruta e 400 toneladas de castanha por ano. O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, avalia que as perspectivas para médio e longo prazos para a produção de caju são bastante positivas para o Espírito Santo, em razão da grande abertura do mercado, tanto para a comercialização da fruta para a mesa e suco quanto para a castanha.
“Temos aptidão natural para produzir caju na região e mercado para a polpa de fruta e para a castanha. O processamento da castanha em regime cooperativo pelos produtores e a venda da fruta para o complexo agroindustrial, que já temos instalado aqui no Espírito Santo, são os pontos cruciais para uma boa remuneração dos fruticultores”, afirma Bergoli.
“Presenciamos, hoje, duas importantes iniciativas que darão mais oportunidades de desenvolvimento para a fruticultura do Espírito Santo e para valorizar o arranjo produtivo local. O caju produzido aqui em Pedro Canário vai ser vendido em todo o Brasil e isso é motivo de orgulho para a comunidade”, afirmou o diretor do SABB Cola-Cola, Axel De Meeûs.
Terão prioridade para participar do Polo de Caju os agricultores familiares, principalmente aqueles de menor renda e localizados em assentamentos e comunidades quilombolas. Já estão selecionados 40 agricultores no município de Pedro Canário e Conceição da Barra, que irão receber as primeiras 20 mil mudas adquiridas pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag)
O Polo de Caju será implantado com a parceria que envolve o Governo do Estado, Incaper, Trop Frutas, Sistema de Alimentos e Bebidas do Brasil (Sabb Coca-Cola), Senar, Sebrae, prefeituras municipais e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB-ES).
O produtor rural, João Amorim, recebeu das mãos do governador e do secretário Enio as mudas de caju para começar o plantio. “Hoje, planto café, hortaliças e feijão, o que dá para tirar um salário mínimo por mês para manter a casa com minha mulher e meus três filhos. Com o caju, espero melhorar as condições de renda da minha família. Estamos apostando na orientação do Incaper e do Governo do Estado”, afirmou.
Redação Campo Vivo
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