As
tecnologias que fazem do Espírito Santo o segundo maior produtor de café do
país estiveram em debate no I Encontro de Tecnologias para a Produção de Café
Conilon de Qualidade. O evento foi realizado pelo Instituto Capixaba de
Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Secretaria da
Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e Prefeitura Municipal
de Barra de São Francisco.
O
pesquisador do Incaper, Paulo Volpi, ministrou palestra sobre a tecnologia para
a renovação de lavouras. Informações técnicas importantes sobre variedades,
mudas, espaçamento, adubação, poda e qualidade foram passadas aos
participantes. O assunto “Manejo da irrigação no café conilon” ficou sob a
responsabilidade do engenheiro agrônomo e extensionista do Incaper, João Luiz
Perinni, que também fez palestra no evento.
Discussões
como esta ajudam a disseminar as tecnologias desenvolvidas pelo Incaper, de
forma permitir que estes conhecimentos sejam colocados em prática pelos
agricultores de base familiar do Espírito Santo. “É um desafio universalizar a
tecnologia do café conilon para todo o Espírito Santo, em especial para um
município como Barra de São Francisco, que fica numa região de grande produção.
Por isso, o Incaper tem atuado no sentido de disponibilizar tecnologia aos
agricultores para que possam ampliar sua renda e produzir com menor impacto ao
meio ambiente”, afirmou o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo.
O debate a
respeito de tecnologias para a produção de café conilon de qualidade coincide
com o resultado de uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Os municípios de Jaguaré, Vila Valério e
Sooretama são apontados, respectivamente, como os três primeiros colocados no
ranking nacional de produtores de café. “Temos 40 mil propriedades em 64
municípios do Espírito Santo que produzem o café conilon e muitas delas usam os
materiais genéticos elaborados pelo Incaper e parceiros. Isso nos levou a ser
um grande produtor”, explica Romário Gava Ferrão, coordenador do programa
estadual de cafeicultura e pesquisador do Incaper.
Romário
também destacou as pesquisas do Incaper, que começaram em 1985, e que deram
origem a várias publicações que fazem com que esse conhecimento chegue até
pesquisadores tanto do Brasil quanto de outros países. A ciência do conilon e
seu melhoramento genético chegam também aos produtores por meio dos
extensionistas do Incaper, que orientam sobre a melhor forma de plantio, poda,
nutrição e adubação.
Juliana Esteves
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