Acompanhamento permanente do Departamento de
Agricultura dos EUA (USDA) mostra que apenas três países vêm respondendo por
cerca de 95% da produção mundial de carne de peru. Pela ordem, EUA (pouco mais
de 48% do volume total), União Europeia (perto de 37%) e Brasil (aproximando-se
dos 10%).
O mesmo acompanhamento sugere que essa produção vem registrando crescimento
real negativo, pois tem evoluído a uma média anual inferior a 1%, abaixo,
portanto, do crescimento vegetativo da população mundial.
Seria pior, no entanto, não fosse à contribuição brasileira. Pois as projeções
para 2013 (520 mil toneladas de carne de peru), quando comparadas ao que foi
produzido em dez anos atrás, em 2002 (182 mil toneladas) mostram uma expansão
de volume superior a 180%, enquanto a produção norte-americana e europeia
apresentam recuo da ordem de 4%.
Eventualmente, o alto índice de incremento registrado pela produção brasileira
pode estar sendo influenciado por correções de números anteriores, pois, por
exemplo, de 2004 para 2005 o USDA aponta incremento de 50% no volume produzido,
sem dúvida um exagero. Porém, mesmo isso considerado e efetuando-se a mesma
análise após 2005, a expansão brasileira continua sendo bem maior que a dos
dois primeiros produtores mundiais.
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