Os
visitantes que passam pelo estande do Instituto Capixaba de Pesquisa,
Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) são atraídos pelos pés de café
que ficam à mostra. O público, em geral, busca saber o que existe de ciência e
tecnologia nessas espécies. Trata-se de variedades clonais de café conilon, que
apresentam alta produtividade e geram qualidade ao produto.
De acordo
com o pesquisador do Incaper, Romário Gava Ferrão, o pé de café que está à
mostra representa muito estudo, observação e ciência. “Estamos expondo 27 anos
de pesquisas que envolvem pessoas de todos os níveis, desde o trabalhador rural
até o pesquisador. Os pés de café que estão expostos representam tecnologia que
será repassada aos produtores, sustentabilidade, produtividade e sobrevivência
de muitas pessoas no meio rural”, afirmou Romário.
A
importância da atividade econômica da cafeicultura também é lembrada pela
pesquisadora Maria Amélia Gava Ferrão. “São 100 anos de seleção do café conilon
no Brasil e muitos anos de integração de diversas áreas de conhecimento para a
elaboração de um produto de qualidade. Os resultados das pesquisas contribuem
para o desenvolvimento rural sustentável”, afirmou.
Para o
público visitante, as tecnologias apresentadas pelo Incaper ajudarão a melhorar
a qualidade do cafezinho diário. “O resultado a gente vai sentir no paladar.
Quando bebemos um café bom, sentimos na hora a diferença”, afirmou o servidor
público Idalécio Leite Rodrigues, que visitou o estande do Instituto.
Variedades clonais de café conilon concorrem à premiação
Cinco
variedades clonais de café conilon concorrem à premiação no 2º Inventa Brasil:
Emcapa 8111, Emcapa 8121, Emcapa 8131, Emcapa 8141 – Robustão Capixaba e
Vitória Incaper 8142. Entre as principais características das variedades estão
a alta produtividade, elevada qualidade final do produto e a superioridade
agronômica.
Devido ao desenvolvimento dessas variedades superiores, estima-se que, de 1993
a 2012, a produtividade média do Estado tenha passado de 9,2 para 34,7 sacas
beneficiadas por hectare, o que significa que a produtividade estadual aumentou
em torno de 277%. Cerca de 250 mil pessoas estão envolvidas na cadeia de
produção do café no Espírito, o que demonstra que é uma atividade econômica
rentável e que proporciona geração de empregos no campo.
Luciana
Silvestre
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