A perspectiva de crescimento da safra agrícola
2012/2013, consequentemente, fez aumentar em quase 5% a demanda por
fertilizantes no país. Seguindo esta tendência de alta, a valorização de 19%
nos insumos surpreendeu os produtores do estado. Entre janeiro a agosto deste
ano, os agricultores brasileiros adquiriram 17,7 mil toneladas de
fertilizantes, frente a 16,9 mil toneladas registrados no mesmo período do ano
passado.
De acordo com o último balanço divulgado pela
Associação Nacional de Difusão de Adubos, o total de nutrientes (NPK) entregues
alcançou no período analisado 7,3 mil toneladas, ou seja, evolução de 4,7% em
relação ao mesmo período de 2011 quando foram entregues 6.974 mil toneladas.
Mato Grosso concentrou o maior volume de entregas de fertilizantes no período,
com 3,45 milhões de toneladas, seguido por São Paulo (com 2,421 milhões de
toneladas), Paraná (2,273 milhões de toneladas) e Rio Grande do Sul (2 milhões
de toneladas).
A produção nacional de janeiro-agosto/2012 de
fertilizantes alcançou 6.325 mil toneladas, contra 6.304 mil toneladas em 2011.
Foram registrados crescimentos nas produções dos fertilizantes nitrogenados de
5,0% e fosfatados de 10,7%, enquanto os potássicos apresentaram redução de
8,6%.
O custo dos fertilizantes também sofreu aumento, de
12%, bem como o de defensivos (43%). O que contribuiu para a elevação final dos
custo dos insumos para a safra 12/13, que foi de 19,3%, passando de R$ 812 por
hectare para R$ 968 por hectare. Para o analista do Instituto Mato-grossense de
Economia Agropecuária (Imea), Otávio Behling Júnior, o aumento dos custos está
relacionado a alta do dólar.
Mas, para ele, não foi só o acréscimo dos valores
que afetou os produtores do estado: a demora para a entrega dos produtos quase
afetou a safra 12/13. “Por sorte, resolvemos o impasse antes do fim do
vazio sanitário”. Ele explica que as greves dos fiscais portuários foi
responsável pelo atraso. Mesmo como os impasses, a compra pelo produto foi
maior do que na safra passada. “O aumento da área e da produção da soja e
do milho fez crescer a procura pelos fertilizantes”.
Na relação dos insumos agrícolas, o preço das
sementes também teve alta, “mas não na mesma proporção que os custos de
produção”, explica o vice-presidente da Associação dos Produtores de
Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Elton Hamer. De acordo com ele, os
produtores de sementes são obrigados a pagar o royalties pela germoplasma, o
que implicaria diretamente no custo total. Ele pontua que, neste safra, houve
algumas faltas pontuais do produto. No entanto, ainda foi registrado uma alta
média de 5% no setor.
Agrodebate
Comente esta notícia. Clique aqui e mande sua opinião.
(É
necessário colocar nome completo, e-mail e o título da notícia comentada. Todos
os comentários enviados serão avaliados previamente. O portal Campo Vivo não
publicará comentários que não sejam referentes ao assunto da notícia, como de
teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem direito de terceiros,
etc.)
Siga o Campo Vivo no Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook

