O
produtor brasileiro arriscou mudar, o clima ajudou e o plantio de milho que
seria uma “safrinha” virou uma super safra: quase 39 milhões de toneladas,
segundo as estimativas mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab).
O volume
representa um aumento de 73% em comparação à safra passada.
No
Paraná, segundo maior produtor brasileiro, estão sendo colhidas 10,3 milhões de
toneladas, 26,6% da produção nacional de milho safrinha. Faltam armazéns para
tanto grão em várias regiões do Estado, o que está gerando um novo tipo de
negócio e trazendo mudanças até na paisagem de alguns municípios.
É o caso
de Sertaneja, no Norte do Estado, onde cerealistas, cooperativas e traders
passaram a usar uma nova alternativa à falta de armazéns convencionais: os
silos-bag, sistema de armazenagem horizontal formado por uma estrutura de tubos
de polietileno que permite a utilização de espaços ociosos e dão maior
agilidade à armazenagem dos grãos.
A maior cerealista da região, Vilela & Vilela,
que chega a movimentar 600.000 toneladas de grãos por ano, estava com seus
armazéns abarrotados. Por isso, utilizou uma área de 133 mil metros quadrados,
onde foram instalados os silos-bag e acondicionadas perto de 40 mil toneladas
de milho. Uma experiência que agradou. Segundo o cerealista Paulo Vilela,
“a qualidade do milho que está sendo retirado dos silo-bags está excelente.
A logística utilizada nos auxiliou bastante e já estamos pensando em utilizar o
mesmo sistema nas próximas safras”.
O sistema
de armazenagem através de silos-bag do Geneslab, empresa do GenesisGroup,
começou a ganhar adeptos já na safra do ano passado no Maranhão, Tocantins,
Piauí e Bahia, onde além da falta de armazéns a capacidade logística para
escoamento através de caminhões e ferrovias é bastante precária.
Na safra
deste ano, produtores, cooperativas e as principais traders se utilizaram de
silos-bag, onde foram guardadas nada menos que 500.000t, nos municípios de
Tangará da Serra e Sorriso (MT); Correntina e Luis Eduardo Magalhães (BA);
Porto Nacional e Guaraí (TO); Tasso Fragoso (MA); Uruçuí, Baixa Grande e Bom
Jesus (PI).
Para o
gerente de operações do Geneslab, Jefferson Bittencourt, os bons resultados
obtidos através do sistema estão atraindo cada vez mais clientes. “A
empresa já está contratada para o embolsamento também de trigo, com segregação
e análise de qualidade por bolsa, como a análise reológica, que aponta a
qualidade do grão armazenado através de Falling Number, Teor de Glúten e
Alveografia. Isso viabiliza a comercialização de lotes com identidade
preservada”.
Segundo
ele, a previsão é a de que na safra de 2013 serão armazenadas em silos-bag 1
milhão de toneladas no PR, MT, MS, GO, MA, BA, TO e PI.
GenesisGroup
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