A Argentina
vai aplicar um imposto variável para suas multibilionárias exportações de
biodiesel, afirmou a presidente Cristina Kirchner nesta quarta-feira,
modificando um recente aumento de impostos que levou a fortes queixas de
produtores locais.
O país sul-americano é o maior exportador de biodiesel do mundo, feito quase
inteiramente de óleo de soja, e companhias locais de energia têm de vender
diesel contendo 7 por cento de biodiesel.
No mês passado, a Argentina elevou suas taxas sobre exportações de biodiesel
para 32 por cento ante cerca de 20 por cento anteriormente, tentando aumentar
os estoques domésticos e ajudar a reduzir custosas importações de combustível.
Mas o preço global do biodiesel caiu desde então, disse a presidente, o que
forçou o governo a elaborar uma ferramenta mais flexível.
Cristina Kirchner não informou como a fixação de taxas variáveis funcionará nem
especificou se um limite máximo para o imposto pode ser colocado.
“(Os produtores) pediram por uma taxa variável que será aplicada e
atualizada a cada 15 dias, por causa do constante movimento dos preços do
biodiesel”, disse a presidente argentina em um discurso televisionado.
Há quatro anos, a tentativa do governo de introduzir um sistema de imposto
variável sobre exportações de produtos de soja, grãos de soja, milho e trigo
levaram a muitos protestos de fazendeiros.
Reuters
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