Aguardam-se
números mais detalhados. Mas, segundo a imprensa norte-americana (baseada em
dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA, USDA), entre janeiro
e julho de 2012 a avicultura local exportou mais de 2,3 milhões de toneladas de
carnes avícolas, obtendo com isso receita cambial da ordem de US$3 bilhões. Os
valores registrados correspondem a incremento de 9% no volume embarcado e de
18% na receita cambial.
Se aceito que nas carnes avícolas exportadas estão compreendidas apenas as
carnes de frango e de peru, a constatação é de que o volume exportado pelos EUA
não é muito diferente daquele exportado pelo Brasil nos mesmos sete meses de
2012 – cerca de 2,4 milhões de toneladas, 4% a mais.
Mas a receita cambial brasileira foi bem superior: ficou em US$4,6 bilhões
(quase 95% desse valor proveniente da carne de frango), resultando em divisas
mais de 50% superiores às obtidas pela avicultura norte-americana.
Ainda assim, não escapa o fato de que a evolução do Brasil nessa área vem sendo
mais lenta (quando não negativa) que a dos EUA. Basta observar que, para uma
expansão de 9% no volume exportado pelos EUA em sete meses, a expansão
brasileira foi de apenas 2,6%. E enquanto a receita cambial norte-americana
apresentou expansão de 18% sobre o mesmo período do ano anterior, a do Brasil
recuou 5,3%.
Mais um claro indício da perda de competitividade do produto brasileiro.
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