Entre os
setores que expandiram as contratações dos recursos do BNDES estão à
agropecuária e comércio e serviços, demandando R$ 493,8 milhões e R$ 352,2
milhões, respectivamente, no acumulado de janeiro a julho. Para agropecuária,
foi notado crescimento de 8,77% no desembolso em comparação com 2011 (R$ 454
milhões). Para o segmento de comércio e serviços o incremento foi ainda mais
expressivo, alcançando variação positiva de 36,20% sobre 2011, quanto fechou em
R$ 258,6 milhões.
Número de operações acompanhou o movimento ascendente, totalizando 10,473 mil
contratos atendidos até julho do setor de comércio e serviços e uma alta de
57,47% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contemplados
6,651 mil contratos. Na agropecuária, os financiamentos foram liberados por
meio de 2,455 mil contratos, sendo 21,06% a mais que em 2011, quando o BNDES
atendeu 2,028 mil operações.
Na opinião
do economista especializado em agronegócio, Amado de Oliveira Filho, o volume
emprestado para Mato Grosso pela instituição ainda é pequeno quando comparado
com os financiamentos contratados no restante do país. Mas, com a manutenção
dos preços das commodities agrícolas e recuperação na pecuária, a tendência é
que o setor produtivo consiga acessar um montante maior. Para ele, um aspecto
positivo é a divisão dos recursos num número maior de operações.
“Demonstra uma convergência do crédito para os médios produtores”.
Situação
similar é notada no setor de comércio e serviços, avalia o vice-presidente da
Federação do Comércio de Mato Grosso (Fecomércio/ MT), Roberto Peron. “A
utilização dos recursos do BNDES aumentou porque o FCO (Fundo Constitucional de
Financiamento do Centro-Oeste) tem um limite que não atende toda a demanda”.
Incremento foi influenciado pela redução nas taxas de juros incidentes sobre os
empréstimos do BNDES em 2011, atualmente estimadas entre 5,5% e 8,5% ao ano,
equivalentes às praticadas pelo FCO, acrescenta Perón, bem como pela utilização
do cartão BNDES. “Tradicionalmente o comércio é um setor que capta menos
(recurso), mas está melhor distribuído”. No setor de serviços, a educação e o
turismo são as atividades que têm realizado mais investimentos no Estado.
Gazeta Digital
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