Brapex alerta para consciência do produtor de mamão no combate a mosaico

por admin_ideale

A doença do
mosaico do mamão continua causando prejuizos para produtores da fruta na região
norte do Espírito Santo. É o caso de Paulo Bobbio, do municipio de Sooretama. O
produtor que já havia perdido uma lavoura inteira há algumas semanas devido a
contaminação da doença (causada por um vírus), nesta semana teve que derrubar
mais uma plantação.

Contabilizando
prejuízos, Bobbio diz que sua ação, mesmo com as plantas em plena produção, é
para evitar a inviabilização da cultura na região. “Estou perdendo dinheiro,
mas penso no futuro da atividade. O problema é que alguns produtores não estão
retirando suas plantas contaminadas, o que tem prejudicado outros já que a
planta doente é fonte de transmissão para outras áreas”, destaca.

E essa é a
preocupação da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya
(Brapex). A entidade trabalha na conscientização dos produtores de mamão e na
intensificação da fiscalização para controlar a incidencia da doença. “Estamos
realizando as ações necessárias, reunindo órgaos competentes e buscando
minimizar os impactos negativos. Mas o produtor precisa fazer a parte dele”,
destaca Rodrigo Martins, presidente da Brapex.

O
corte compulsório dos mamoeiros doentes é obrigatório, de acordo com legislação
específica.
A realização do roguing, corte das plantas
doentes logo no início dos sintomas, é a técnica recomendada para evitar a
propagação do mosaico.
“Se o produtor fizer o roguing terá uma
perda de cerca de 3% da lavoura. Se ele não faz, a doença se espalha, contamina
a lavoura e vira fonte para transmissão do vírus para plantações vizinhas. A
perda é geral”, diz José Roberto Macedo Fontes, engenheiro agrônomo e diretor
técnico Brapex.

 

 

São Paulo viveu
situação parecida e quase parou de plantar mamão

No final da
decáda de 70, o Estado de São Paulo passou por situação semelhante ao Espírito
Santo e a Bahia com o ataque da doença do mosaico do mamão. A produção da fruta
ficou inviabilizada no Estado. “A doença se espalhou de tal forma que as mudas
já cresciam contaminadas e planta não chegava a produzir. Sabemos a prática
correta de conviver com a doença. O produtor precisa ter um profissional capacitado
para monitorar a lavoura e realizar a técnica recomendada”, destaca o diretor
técnico da Brapex. A erradicação das plantas que apresentam sintomas é a única
maneira de evitar a disseminação da doença.

Sintomas da doença

Inicialmente, ocorre um amarelecimento das folhas mais novas que,
posteriormente, apresentam um aspecto de mosaico, ou seja, áreas verdes
misturadas com áreas amarelas de tonalidades, formas e tamanhos variados. Outro
sintoma é
nos pecíolos das folhas, onde aparece as
ranhuras oleosas com depressão. Trata-se também de um sintoma inicial e muitas
plantas são identificadas através desses sinais.
Os frutos podem
apresentar manchas sob a forma de pequenos anéis concêntricos, verdes bem
nítidos, com aspecto oleoso. Em estágios mais avançados, os anéis podem ficar
necrosados e esbranquiçados.

 

Redação Campo Vivo

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