As vendas
antecipadas da safra 2012/13 da soja brasileira ficaram praticamente estáveis
em comparação com a semana anterior, afirmou nesta segunda-feira a consultoria
Céleres, apesar de crescentes evidências de danos às lavouras dos EUA terem
elevado os preços para máxima de um mês.
Na nova safra as vendas antecipadas permaneceram inalteradas ante previsão da
semana anterior de 42 por cento de venda da produção, mesmo com as vendas de
soja que serão plantadas nas próximas semanas estarem bem na frente dos 14 por
cento vendidos na mesma época do ano passado.
A consultoria, com sede em Minas Gerais, disse que agosto foi o mês mais
vantajoso da temporada para os produtores venderem a safra 2012/13 de soja,
sugerindo que as vendas futuras poderiam aumentar em breve, à medida em que os
grãos físicos da temporada passada se esgotarem.
A seca no cinturão da soja brasileiro deixou os produtores vulneráveis a
estoques apertados neste ano, e até 17 de agosto, eles haviam vendido 97 por
cento das 65 milhões de toneladas da safra que terminou de ser colhida em maio.
Esse volume está inalterado em comparação com a semana anterior, mas é superior
aos 84 por cento vendidos no mesmo período do ano passado.
“O melhor momento para consolidar o balanço da safra 2011/12 e negociar
vendas de uma porção significante da nova safra seria este mês”, afirmou a
Céleres em seu relatório semanal.
A empresa citou a fraqueza do real e a queda nas taxas de juros locais, bem
como os preços internacionais, que ficaram próximos de atingir máximas
recordes. Os grãos de soja entregues no porto de Paranaguá estavam cotados a
preços de exportação de 1,90 dólares por bushel no primeiro contrato de preços
futuros na CBOT, uma alta de 41 por cento ante julho, disse a Céleres.
Em Chicago,
o contrato novembro da soja subiu para a máxima de um mês nesta segunda-feira,
com preocupantes relatórios sobre o primeiro dia de uma expedição técnica às
lavouras dos EUA, falando sobre os danos que a pior seca no país em mais de 50
anos causaram.
Reuters
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