Diversificação ajuda setor sucroalcooleiro a resistir à crise

por admin_ideale

Apesar do momento de crise que vive o setor sucroalcooleiro no Brasil o segmento ainda é alvissareiro. A defesa foi feita pelo presidente da Consultoria Datagro, especialista em mercado sucroenergético, Plínio Nastari, em palestra durante o CanaCentro 2012, em Goiânia.

Para o especialista, cana, açúcar e etanol são motores econômicos para o país. “A cada real investido no setor, são gerados R$ 13 reais nas atividades relacionadas à cadeia”, diz. O setor gerou na safra 2011/12 943 mil empregos diretos e 2,1 milhões indiretos em todo o Brasil.

Nastari, que assessorou produtores, bancos, tradings e governos nos primórdios do programa Proálcool no Brasil, em 1978, fez um histórico da evolução do setor de etanol e açúcar durante essas últimas décadas. Segundo ele uma série de fatores que envolve problemas regulatórios e de clima conspiraram para a atual crise do setor.

Dentre eles, as chuvas acima do normal na safra de 2009/10, a seca no ciclo 2010/2012 que causou baixa produtividade, a competitividade do setor afetada pelo câmbio e o aumento nos custos de produção com a mecanização da colheita.

O especialista explicou, ao público de cerca de 500 produtores e industriais presentes no evento, que o Brasil, desde 1975, substituiu por etanol – combustível renovável – 2,2 bilhões de barris de gasolina. A cada ano o país economiza 120 milhões de barris do combustível fóssil usando etanol.

Ainda assim, o setor sucroenergetico não é contemplado com incentivo público específico para o segmento, como ocorre com os derivados de petróleo. O impacto dessa falta de apoio se reflete na competitividade do produto nacional.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o etanol representa 9,5% do complexo de combustíveis fósseis. O país tem a meta de ampliar essa representação do etanol para 20% nos próximos anos. “E não conseguirão”, diz enfático Plínio Nastari. “A meta deles é menos da metade do que o Brasil conseguiu fazer por aqui”. Mesmo com essa vantagem o setor sofre no Brasil, na última safra 26 usinas não operaram no Centro-sul.

O que tem auxiliado o setor no Brasil é a diversificação da produção com etanol, açúcar, cogeração de energia com palha e bagaço. Essa diversificação fez com que o Brasil expandisse suas exportações de açúcar, hoje 33% da cana produzida no país são destinados ao açúcar de exportação.

Consecana

Para permitir que mesmo em momentos de crise o setor seja viável para todos os elos nele envolvidos o Conselho dos Produtores de Cana-de-açúcar e Etanol (Consecana) estabelece a cada safra os preços médios de nove subprodutos da cana.

De acordo com o coordenador da Câmara Técnica e Econômica do Consecana São Paulo, Geraldo Magela, o balizamento dos preços médios é essencial é a maneira mais justa que o setor encontrou para remunerar seus elos.

Em sua palestra durante o CanaCentro, Magela explicou que o modelo Consecana tem obtido resultados positivos e vem sendo copiado por outros segmentos como a pecuária de leite e a pecuária de corte. Goiás pretende intensificar discussão para a criação de seu próprio Consecana.

 

FAEG – Federação da Agricultura do Estado de Goiás

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