Riscos na pecuária leiteira

por admin_ideale

Conforme dados divulgados pela Associação Leite Brasil, a pecuária leiteira cresce a cada dia. Foram produzidos 31 bilhões de litros de leite em 2011, incremento de 1% em relação a 2010. A previsão para 2012 é um aumento de 4%, em decorrência da demanda interna e crescimento das exportações, que devem aumentar 15% em relação ao ano anterior, chegando a 362 milhões de litros de leite exportados.

Como a demanda é forte, os pecuaristas precisam ficar atentos com o casco – um dos principais problemas da atividade leiteira, além de doenças como: dermatite digital (DDP), flegmão, laminite, úlcera de sola, tiloma (gabarro), pododermatite séptica (broca, abcesso subsolear), que vir a comprometer a produtividade dos bovinos, ocasionar novas doenças como mastite (que dá quando o animal fica muito tempo deitado) e até levá-lo ao descarte. Sinais como: dificuldade de locomoção, queda na produção de leite e aumento da temperatura dos cascos indicam que problemas podem estar ocorrendo nas solas dos animais.

Os animais que sofrem com “manqueira” estão mais vulneráveis a incidência de retenção de placenta e metrite; repetição de cio; perdas com sêmen; custos com medicamentos e veterinário; descarte do leite pelo uso de antibióticos e perda de peso pela baixa ingestão de alimento.

Uma forma de prevenir e evitar prejuízos futuros é a realização do casqueamento preventivo três vezes ao ano. Vale frisar que a verificação do escore de locomoção semanal é o que permite decidir o momento adequado para casquear. Estes procedimentos aliados ao uso do pedilúvio diminuem em até 90% as principais doenças de casco. Não adianta fazer apenas a medicação ou o pedilúvio, o casqueamento deve ser feito de maneira correta, não sendo assim, o animal corre riscos de voltar com o mesmo problema.

 “Hoje, a grande dificuldade vista nos criatórios brasileiros é a ausência de casqueamento pela falta de equipamento adequado. O tronco manual causa desgaste do casqueador e do animal. Trouxemos para o Brasil um equipamento hidráulico para contenção de bovinos, que possibilita um cuidado melhor com o touro ou vaca pela facilidade do manejo. O CASTRONC possibilita casquear 60 animais ou mais, enquanto da forma convencional apenas 20”, ressalta Nicolaas Nienhuys, diretor presidente da ITC DO BRASIL.

Bem-estar, facilidade de locomoção do animal para se alimentar, correção das imperfeições, permite que o mesmo fique em pé com conforto, evita possíveis doenças, possibilita melhor qualidade dos membros. Tudo isso é causado quando um casqueamento é feito de maneira correta.

Em bovinos adultos é possível corrigir pequenas imperfeições nos aprumos, já nos bezerros há possibilidade de reparar estas deficiências. Todos estes cuidados reduzem o registro de doenças relacionadas ao casco, proporcionam maior lucratividade na produção e com o uso do CASTRONC este procedimento é muito mais eficiente.

 

Amanda Pinheiro

Redação Campo Vivo com informações Portal do Agronegócio

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