Em
reunião realizada na última segunda-feira (22), na superintendência da Findes,
em Linhares, a Associação dos Cacauicultores de Linhares (Acal) cobrou apoio da
administração municipal para auxiliar no trabalho de recuperação da lavoura
cacaueira. O encontro faz parte do planejamento da Acal na articulação de um
projeto com instituições públicas e privadas que possa renovar as plantações da
região, melhorando a produção da fruta e resgatando a autoestima dos
produtores.
Participaram
da reunião o presidente da Acal, Maurício Buffon; o prefeito de Linhares,
Guerino Zanon; o secretário municipal de planejamento, Bruno Marianelli; o
secretário municipal de agricultura, Antonio Roberte Bourguignon; os produtores
de cacau Emir de Macedo Gomes Filho, João Soeiro, Wilson Ferreira, Xerxes
Caliman e Welington Menelli.
Buffon
apresentou a situação da cultura e os trabalhos realizados pela Acal na busca
de melhorias na atividade. “Tínhamos uma receita com o cacau na ordem de R$60
milhões em 2001 e cinco mil empregos gerados. No ano passado, a receita foi de
cerca de R$ 19 milhões com menos de dois mil empregos”, lamentou o presidente
da Acal.
Entre
as ações de curto prazo solicitadas pela Acal está a produção de mudas clonais,
corpo técnico para orientar o produtor e divulgação sobre técnicas necessárias
para combate a doença da vassoura-de-bruxa. A administração municipal anunciou
a destinação de uma verba de R$ 100 mil para a produção de mudas clonais
visando a renovação da lavoura linharense.
Além
disso, os secretários de planejamento e da agricultura irão se reunir com a
Acal e a Ceplac, nos próximos dias, para elaboração de peça orçamentária para o
ano de 2013 visando a recuperação e reestruturação do setor.
Equador passou por situação semelhante
O
produtor Emir, que no início do mês teve o seu cacau eleito entre os quatro
melhores do Brasil, demonstrou otimismo na recuperação da cultura, citando a
situação vivenciada pelo Equador, importante produtor de cacau. “O país passou
por uma situação parecida a nossa. Tinha uma produção de 90 mil toneladas e
caiu para 10 mil devido ao ataque de doenças. E eles voltaram a produzir 120
mil toneladas. Podemos conseguir também, basta apoio de todos envolvidos”,
destacou.
Redação Campo Vivo
Comente
esta notícia. Clique aqui e
mande sua opinião.
(É necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da
notícia comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O
Portal Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto
da notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem
direito de terceiros, etc.)
Siga
o Campo Vivo no Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook

