Na salada do consumidor brasileiro, o tomate se
tornou um hortifruti de luxo neste mês de julho. A elevação do preço do produto
chegou a 233% em algumas capitais do País, de acordo com pesquisa realizada
pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).
Não é difícil encontrar o quilo do fruto sendo comercializado a R$ 5, enquanto
há poucas semanas o preço não ultrapassava R$ 1,50. Em Londrina, num rápido
levantamento realizado pela FOLHA em quatro supermercados, os valores variaram
entre R$ 3,49 e R$ 5,99 o quilo.
Segundo informações do Departamento de Economia
Rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Deral/Seab), o valor da
caixa de 23 quilos ao produtor subiu 50,34% entre os meses de março e junho. A
caixa, que era comercializada a R$ 24,45 há quatro meses, em junho foi
negociada a R$ 36,91. A elevação percentual deve ser ainda mais significativa
quando os valores de julho forem fechados, mês em que a alta foi mais
potencializada.
O técnico do Deral, Marcelo Garrido, comenta que os
produtores de diversas regiões do País, inclusive do Paraná, sofreram com as
baixas temperaturas e o excesso de chuvas, o que acabou atrasando o
amadurecimento do tomate. ”É uma produção que fica mais eficiente no calor.
Mas estas chuvas que estão ocorrendo desde maio certamente atrapalharam os
produtores”, analisa Garrido.
O levantamento do Ibre/FGV aponta ainda que o aumento
de preços no mês de julho é atípico. Entre 2004 e 2011, a média foi de queda
nos valores em pelo menos 7%. A pesquisa relata que os meses de alta mais aguda
são entre janeiro e abril, com aumento de até 15%. ”O que está acontecendo não
é comum. Além das oscilações no clima, a demanda está bastante alta, o que
acaba provocando uma escassez temporária no mercado”, explica o economista da
Ibre/FGV, André Arruda.
Para ele, a estratégia está em não efetuar a compra do produto até que os
preços se normalizem. ”Quando não compramos um produto, principalmente os
perecíveis, reduzimos a probabilidade de os valores continuarem em alta, pois o
comerciante não pode deixar o produto estragar nas prateleiras”, relata
Arruda.
Este ano, a segunda safra de tomate do Paraná
fechou com uma área de 2.100 hectares, 4% maior ante a safra 2010/11. Já a
produção teve um incremento de apenas três mil toneladas, atingindo 116 mil
toneladas. ”Até o final de julho, 90% da safra já deve estar colhida”,
conclui o técnico do Deral, Marcelo Garrido.
Folha Web
Comente
esta notícia. Clique aqui e
mande sua opinião.
(É necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da
notícia comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O
Portal Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto
da notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem
direito de terceiros, etc.)
Siga
o Campo Vivo no Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook

