O
Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) iniciou,
nesta segunda-feira (02), o 7º Curso de Certificação Fitossanitária de Origem
(CFO) e CFO Consolidado (CFOC). O evento será realizado até esta quinta-feira
(5), no auditório do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e
Extensão Rural (Incaper), em Vitória.
Aproximadamente 50 engenheiros agrônomos e
florestais serão habilitados em 22 pragas de interesse fitossanitário. Apenas
profissionais aprovados nesse formato de curso e cadastrados junto a um órgão
estadual de defesa agropecuária podem emitir o CFO/CFOC, atestando a sanidade
de determinada produção agrícola.
Dentre os temas a serem debatidos, estão: pragas quarentenárias e declarações
adicionais no trânsito internacional e interestadual de vegetais, e
identificação e controle de diferentes pragas, como bacteriose do morangueiro,
cancro cítrico e mosaico e meleira do mamoeiro.
Para
o chefe do departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal do Idaf, Ezron
Leite Thompson, a ampliação do número de responsáveis técnicos (RT) habilitados
para atuação no Espírito Santo é fundamental. “Atualmente, cerca de 350
profissionais são credenciados em CFO/CFOC no Estado, mas apenas 25% atuam na
defesa vegetal. O Brasil hoje é uma das maiores potências na produção mundial
de alimentos e, nesse contexto, o trabalho nessa área assume maior importância
a cada dia.”
Parcerias
O curso é a realização de uma parceria da Superintendência Federal de
Agricultura do Espírito Santo, ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (SFA/Mapa), do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) e do Incaper.
CFO e CFOC
Para
realizar o transporte de banana, citros e café dentro do Espírito Santo é
obrigatório portar o CFO ou o CFOC. Para transportar esses produtos para outros
estados, é necessária a emissão da Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV).
Esses documentos são exigências federais para atestar a sanidade de uma
produção de vegetais, que estão sujeitos ao ataque de pragas.
No
Espírito Santo, a fiscalização do trânsito de vegetais é realizada pelo Idaf.
Esse trabalho é fundamental para evitar a entrada de doenças de importância
econômica, como o Moko da Bananeira e a Sigatoka Negra (que atacam a lavoura de
banana, provocando queda na produção), o Cancro Cítrico e o Greening (que
atacam os citros), no Estado.
Idaf
Comente
esta notícia. Clique aqui
e mande sua opinião.
(É
necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da notícia
comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O Portal
Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto da
notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem
direito de terceiros, etc.)
Siga o Campo Vivo no
Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook

