Com o objetivo de aproximar os atores envolvidos com a implantação do Projeto UFV IV, do Complexo Gás-Químico da Petrobras, no município de Linhares e alinhar as ações necessárias que precisam ser desenvolvidas na visão das comunidades da região de instalação da indústria, o Comitê de Acompanhamento de Projetos Industriais de Linhares realizou uma reunião nesta quinta-feira (14), na sede da Floresta Nacional dos Goytacazes (Flona).
Representantes da estatal estiveram presentes e ouviram as demandas das comunidades linharenses, entre elas questões relacionadas ao fluxo viário, segurança, educação, agricultura e meio ambiente. O presidente do Comitê, Maurício Buffon, detalhou as propostas que podem ser construídas em parceria com a Petrobras e outras entidades. “Queremos que a empresa entenda a necessidade de participar dessa construção sustentável, minimizando algumas consequências negativas ocasionadas pelo progresso. Não podemos ficar omissos com um futuro cenário de preocupação”, destacou Buffon.
O secretário de meio ambiente de Linhares, Lucas Scaramussa, disse que é preciso entender o que é possível fazer em conjunto e buscar as soluções. “Algumas questões transcendem o poder público local e o empreendedor. Então, precisamos envolver todas as partes que podem contribuir”, afirmou Scaramussa, demonstrando apoio as demandas das comunidades.
O representante da Associação dos Produtores Rurais do Assentamento do Rio Quartel (Aparq), Geraldo Nascimento, parabenizou a Comissão pela iniciativa de envolver as comunidades nesse processo com os atores envolvidos na implantação da indústria. “Temos que encontrar o equilíbrio econômico e social neste projeto e fortalecer o setor rural, que está diretamente ligado”, destacou.
Já o secretário de agricultura de Linhares, Antonio Roberte Bourguignon, disse que o setor rural precisa ser envolvido nesse debate, como vem acontecendo, e que a sua secretaria estará contribuindo para a evolução das demandas do setor.
Um dos pontos de aflição do Comitê é a questão do aumento do fluxo viário nas estradas da região. O major Hebert, do Corpo de Bombeiros, apresentou algumas estatísticas preocupantes. “Somos o município com maior número absoluto de registros de acidentes no Estado. Com um novo empreendimento desse porte ficamos preocupados com esse aspecto da segurança nas estradas”, destacou.
O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), um dos atores principais do processo de licenciamento, esteve representado pelo diretor Fernando Aguinoga, que abordou a importância do debate e as fases para aprovar o projeto. “Antes de a obra começar, os compromissos de cada parte devem estar alinhados”, disse.
Após ouvir as preocupações das comunidades que serão impactadas pelo Complexo, o gerente de comunicação empresarial de Gás e Energia da Petrobras, Wanderley Bezerra, disse que a empresa está atenta com o lado social e ambiental sempre e que existem programas nessas áreas em andamento em todo país. “Não faltam recursos para os investimentos nessa área. Às vezes, faltam projetos interessantes”, ressaltou Bezerra, aproveitando para parabenizar o Comitê pela construção coletiva de ideias.
Participaram da reunião 25 lideranças representando comunidades e entidades. Outro encontro já ficou agendado para o dia 27 de junho visando a continuidade dos debates.
Redação Campo Vivo
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