Começa nesta segunda-feira (11), a Conferência Internacional de Coffea canephora. O evento tem como tema central: Cem Anos de História e Evolução do Conilon no Estado do Espírito Santo – Brasil. O assunto também fundamenta a palestra de abertura, ministrada pelo Governador Renato Casagrande.
A partir das 17 horas, haverá recepção dos convidados. Quem estiver interessado em participar pode fazer a inscrição assim que chegar ao Centro de Convenções de Vitória. Em seguida, às 19 horas, está prevista a abertura solene, com a presença de diversas autoridades.
A Conferência Internacional de Coffea canephora visa apresentar e discutir, com a comunidade científica e com representantes dos diversos setores envolvidos na cadeia de Coffea canephora, temas associados à pesquisa, desenvolvimento e inovações; aspectos conjunturais e de organização; qualidade, mercado e indústria; entre outros; direcionados à competitividade e sustentabilidade desta importante atividade em vários países do mundo.
A espécie canephora, é conhecida genericamente no mercado internacional como café robusta. É designada no Brasil, notadamente no Espírito Santo, como café conilon. O Estado, inclusive, destaca-se como o maior produtor brasileiro dessa espécie, introduzida há cem anos no Estado e cultivada comercialmente desde 1972.
O evento ocorre em um ano que o Espírito Santo poderá superar o recorde de produção de café conilon, ocorrido em 2011. Para esse ano estima-se mais de nove milhões de sacas, o que representa mais 17% da produção mundial de robusta. Registro especial é dado a um expressivo aumento de produção e produtividade, que foi superior a 250% nos últimos 20 anos. Esse caso de sucesso deve-se, sobretudo, ao planejamento, gestão da atividade, ao investimento em ciência e tecnologia no desenvolvimento de pesquisa científica e transferência de tecnologia, além de treinamentos. Ações essas realizadas pelo Incaper e parceiros.
A conferência é realizada pelo Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag); do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper); da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Café), do Consórcio Pesquisa Café e de diversas instituições parceiras.
Juliana Esteves
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