O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), alerta os produtores do Estado para o foco de mormo, doença que atinge os equídeos, e que tem apresentado maior ocorrência em Minas Gerais. Diante disso, o Idaf irá reforçar a fiscalização do trânsito de animais no Estado, atendendo à orientação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
Para o ingresso de animais no Espírito Santo, provenientes de estados com registro de mormo, será obrigatória a apresentação do exame negativo para mormo, independente da finalidade do transporte.
O transporte de equídeos para eventos agropecuários (exposições, competições esportivas, feiras, leilões e demais aglomerações) em Estados onde há ocorrência da doença, será obrigatória a apresentação do exame negativo para mormo, dentro do prazo de validade de 60 dias, para obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento necessário para o trânsito.
Além disso, será necessária a apresentação de outros documentos, como exame negativo para Anemia Infecciosa Equina e atestado de vacinação contra Influenza Equina ou o declaração de não ocorrência da doença na propriedade de origem nos últimos trinta dias, emitido por médico veterinário.
De acordo com a médica veterinária do Idaf, Adriana Rampinelli, o mormo é considerado uma zoonose, ou seja, pode ser transmitido ao ser humano. “Também por isso é extremamente importante o rigor dos órgãos de defesa sanitária no controle do trânsito desses animais. Em seres humanos, o mormo se manifesta com febre, feridas na pele, inchaço no nariz, pneumonia e abscessos em diversas partes do corpo”, explica Adriana.
Entre os Estado com maior incidência da doença estão: Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe.
Sobre o mormo
O mormo, popularmente conhecido como lamparão ou farcinose, é uma doença fatal e contagiosa que atinge os equídeos (cavalos, mulas, asnos e jumentos), causada pela bactéria Burkholderia mallei. Pode apresentar-se na forma respiratória (com secreção nasal e formação de nódulos e ulcerações no aparelho respiratório) ou na forma cutânea (com lesões nodulares e abcessos na pele). Nos cavalos, a doença pode aparecer de forma crônica e sem sintomas aparentes.
A transmissão da doença acontece pelo contato entre animais ou pela inoculação, ingestão e inalação de materiais contaminados.
Joyce Azevedo
Redação Campo Vivo
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