brasileiras de carne totalizaram 348,9 mil toneladas nos quatro primeiros meses
do ano, queda de 1,49% face às de igual período do ano passado, segundo dados
divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne
(Abiec). No período, as vendas movimentaram US$ 1,6 bilhão, redução de 0,2%
sobre o primeiro quadrimestre de 2011. Os dados divulgados revelam que, apesar
do embargo imposto em junho do ano passado sobre as vendas de carne brasileira
no país, a Rússia continua sendo o principal mercado consumidor dos produtos
nacionais. A Abiec informa que, de janeiro a abril, os russos compraram US$
394,7 milhões em carnes brasileiras, uma redução de 10,9% sobre igual período
do ano passado e equivalente a 26,5% do total vendido pelo País. Em volume, a
queda foi um pouco menor: 10,4%, para 89,2 mil toneladas – o que corresponde a
28,1% do total movimentado no período.
“A redução das exportações brasileiras pode ser explicada por diversos
fatores, como o câmbio valorizado, o mercado interno aquecido, a crise na zona
do euro e a queda brusca das vendas para o Irã”, explica Liege Nogueira,
gerente de Projetos da Abiec. As vendas para o Irã somaram US$ 17,1 milhões e
3,6 mil toneladas nos quatro primeiros meses do ano, queda de 93,4% e 92,8%
respectivamente.
“Enquanto janeiro e fevereiro registraram números ruins, março e abril
ajudaram na recuperação do resultado do quadrimestre”, afirma Liege. Um
fator que ajudou as vendas do início do ano foi a reabertura do mercado dos EUA
à carne brasileira (em janeiro) e a ampliação dos mercados egípcio e chileno.
De acordo com dados da Abiec, a receita das vendas para o Egito (que ficou em
5º lugar no ranking de consumidores de carne brasileira) cresceu 194,7% (para
US$ 122,5 milhões) e o volume movimentado aumentou 180% (para 30,5 mil
toneladas). Logo após o Egito, está o Chile. A receita cresceu 199,3% (para US$
119,6 milhões) e o volume movimentado registrou alta de 199,3% (para 20,1 mil
toneladas). Em 7º lugar está os EUA, cuja receita cresceu 191,6% (para US$ 54,5
milhões) e o volume movimentado aumentou 256,3% (para 5,8 mil de toneladas).
“A alta registrada nas exportações para os EUA se deve à retomada efetiva
das vendas ao mercado, não a um aumento de share, visto que ainda não voltamos
aos patamares de 2010 (pré-embargo norte-americano). Ou seja, a expectativa é
de incremento do volume vendido para os EUA, com a perspectiva de abrir o
mercado americano”, revela Nogueira. De acordo com a Abiec, em abril a
receita das vendas externas do setor no País cresceram 0,67%, para US$ 442,9
milhões, na comparação com igual mês de 2011.
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