Os produtores brasileiros que ainda têm estoques da colheita 2011/12 de soja vivem um momento favorável para comercializar o saldo de sua safra, pois os preços em Chicago estão em patamares historicamente elevados e o câmbio ajuda na formação de preços em real, avaliou nesta segunda-feira (21) a consultoria Céleres.
Até o final da semana passada, os agricultores tinham comercializado 84 por cento da safra 11/12, com as vendas adiantadas na comparação com a temporada anterior, quando nesta época produtores tinham vendido 65 por cento.
“Acredita-se que o melhor momento para a venda dos saldos da safra 2011/12 possa ter ocorrido em maio”, disse a consultoria em relatório, acrescentando que ainda há possibilidade de os preços se manterem em patamares altos, até julho.
A soja está sendo cotada em um valor nominal recorde no Brasil, com a demanda internacional aquecida após uma forte quebra de safra por seca no Brasil.
A soja no porto de Paranaguá fechou a semana com o maior valor nominal de toda a série histórica analisada pelo indicador Cepea/Esalq, cotada a 65,11 reais por saca de 60 kg nesta sexta-feira.
Com o fortalecimento do dólar frente ao real, disse a Céleres, qualquer perda observada nos preços internacionais tem sido compensada sem maiores preocupações.
Mas, segundo a consultoria, há um limite para reter a produção com menor risco de eventual queda de preço. “Tal momento parece ser até o final de julho ou início de agosto, pois a partir daí acredita-se que haverá pressão negativa sobre os preços pelo provável ímpeto de aumento de área plantada com soja na América do Sul.”
Pelo volume comercializado antecipadamente da nova safra, é possível que a área plantada crescerá na próxima no Brasil safra, o segundo produtor global.
De acordo com a Céleres, os produtores já comprometeram 26 por cento da safra 2012/13 – no mesmo período do ano passado, não havia registros de vendas antecipadas.
Reuters
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