Encontro discute criação de normas técnicas e certificações para o setor de piscicultura

por admin_ideale

 

Com a falta de normas de produção para algumas espécies na área da pesca, o Sebrae Nacional, em convênio com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), realizou ontem (26) a primeira oficina com o objetivo de coletar informações sobre o sistema e métodos de produção na área e normalizar a atividade aquícola.  O Estado foi escolhido para sediar a primeira dessas oficinas que acontecerão em todo país, devido à referência na produção da tilápia e à gestão do Sebrae ES com os micro e pequenos produtores do pescado.

Os dados resultantes do evento de ontem, em conjunto com as outras informações que serão recolhidas em oficinas pelo país, serão base para construir um documento com as normas e certificações na atividade aquícola, tendo como principal ponto a sustentabilidade ambiental da aquicultura e criação de pescados.

Depois de pronto, o documento será disponibilizado para consulta pública, garantindo e apoiando o pequeno empreendedor a capacidade de se adequar e tornar sua produção mais segura e sustentável. A coordenadora nacional do projeto de Aquicultura e Pesca do Sebrae, Newman Costa, lembra que, atendendo às adequações, o pequeno produtor ganha a credibilidade de ter o pescado certificado, desde sua criação ou pesca sem agredir o meio ambiente até sua manipulação final, trazendo mais competitividade e possibilidade de crescimento. “Com seus produtos certificados pelo INMETRO, fica mais fácil para o pequeno produtor comercializar os pescados e se inserir cada vez mais no mercado. Isso é geração de renda e também dá destaque para a região”, diz Newman.

O projeto de Aquicultura do Sebrae incentiva a normalização e seus benefícios através da sensibilização dos produtores, com informações sobre o processo de adequação. Além de sustentável e competitivo, o pescado com certificação é um alvo fácil para inovação, com uso de novas tecnologias, significando mais ganho para o pequeno e micro produtor capixaba.

 

Larissa Fafá

 

 

 

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