O número de inseminações artificiais no setor pecuário brasileiro em 2011 deve bater o recorde de 11 milhões. Conforme o presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), Lino Rodrigues, a prática vem crescendo cerca de 15% ao ano. A estimativa é de que, este ano, chegue a 18%. As inseminações artificiais por tempo fixo (IATF), por exemplo, devem atingir a marca de seis milhões até o fim do ano, ante cinco milhões de 2010.
– É muito raro um mercado crescer assim 65 vezes. E com o aumento da escala há uma redução dos preços. Isso gera uma acessibilidade aos pequenos nos próximos dois anos – aponta Rodrigues.
Segundo o zootecnista Cláudio Sabino Carvalho, do grupo Naviraí, dois fatores explicam o crescimento do setor. Os investimentos em genética e o crescimento das IATFs.
– A tecnologia de IATF hoje é fácil de ser usada e está muito difundida. Está aumentando cada vez mais. Então, facilita a inseminação na rotina de uma fazenda de larga escala que talvez não tenha tanta estrutura para fazê-la. O produto brasileiro vem sofrendo uma pressão do setor agrícola, canavieiro, de soja e milho para aumento de produção. E para conseguir isso é preciso investir em genética – opina.
De acordo com Rodrigues, o desafio para os próximos anos é fazer com que o pequeno produtor participe deste processo.
– A tecnologia gera produtividade. Então, está havendo uma popularização da tecnologia. Está se descobrindo que traz retorno. O produtor motivado investe mais – diz.
Canal Rural
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