Frente parlamentar apoia criação de entidade federal de extensão rural

por admin_ideale

 

Das cinco milhões de famílias que habitam o campo no País, um milhão vive em condições de miséria. E a assistência técnica e extensão rural, serviços oferecidos pelos estados e que poderiam ajudar os agricultores a ter acesso a direitos e a produzir melhor, chega apenas a uma em cada três famílias. Os dados foram apresentados por Hur Ben Correia, representante da Associação Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), em audiência na Câmara nesta terça-feira.


A Asbraer apresentou à Frente Parlamentar da Assistência Técnica e Extensão Rural uma proposta de criação de uma entidade federal voltada para o setor. Segundo Correia, que preside a Academia Brasileira de Extensão Rural os estados hoje colocam em torno de R$ 1,5 bilhão no sistema de extensão rural, e o governo federal investe entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões.


Ele entende que são necessários mais recursos para garantir a reestruturação e, assim, fortalecer a condição administrativa, técnica e gerencial do setor. A proposta da Asbraer, como explicou o coordenador da frente, deputado Zé Silva (PDT-MG), será incluída entre as prioridades de trabalho do colegiado.


Universalização
Essa entidade federal, explicou Correia, teria como principal objetivo coordenar um sistema único do setor para fiscalizar e executar os recursos públicos. Para o deputado Zé Silva, a prioridade seria universalizar o serviço de extensão rural. “O principal objetivo dessa entidade seria o de otimizar os recursos e garantir à extensão rural uma política nacional de inclusão social e produtiva”, afirmou.


Correia lembrou que o Brasil já teve uma empresa nacional responsável pela extensão rural, a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater), que existiu entre 1975 e 1990, mas que foi extinta e passou as suas responsabilidades para os estados, por meio das Ematers. Ao todo, os estados investem cerca de R$ 1,5 bilhão nessa área por ano. Segundo ele, os esforços trouxeram avanços, mas não são suficientes para as atuais demandas dos agricultores brasileiros.


Para Zé Silva, a entidade federal de extensão rural poderia levar programas do governo, como o Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a quem hoje não tem acesso a eles. Ele explicou que, por exemplo, o financiamento do Pronaf só seria concedido ao agricultor que tivesse extensão rural. “Sem extensão rural e assistência técnica, seria uma dor de cabeça, porque o agricultor não teria condições de aplicar adequadamente os recursos ou de usar devidamente as novas tecnologias”, avaliou.


O deputado informou que a proposta da frente parlamentar é realizar audiências públicas sobre o assunto e convencer o governo a criar a nova empresa federal de extensão rural. Na audiência pública da Subcomissão Especial da Agricultura Familiar, da Extensão Rural e das Energias Renováveis, também foi apresentado o cronograma de ações da frente parlamentar do setor, que inclui a luta por mais dinheiro no orçamento do ano que vem.


 


Agência Câmara


 


 


Comente esta notícia. Clique aqui e mande sua opinião.


(É necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da notícia comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O Portal Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto da notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem direito de terceiros, etc.)


 


Siga o Campo Vivo no Twitter  @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook


 

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Sign up with email

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar