O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Freitas, disse ontem que o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, lançado pelo governo no último dia 17, cortou recursos para os programas ligados especificamente às cooperativas. Os cortes, segundo ele, referem-se a recursos destinados a capital de giro. “Houve um pequeno arrocho e isso vai fazer falta porque no ano passado utilizamos todos os recursos e pedimos até suplementares”, disse.
O presidente da OCB também afirmou que o plano previu poucas estratégias de preservação ambiental. “Salvo alguns programas específicos, pouco esforço há para poder premiar os agricultores que fazem uma boa preservação do meio ambiente. É preciso premiar, porque já há muitas punições”, disse.
Elogios
Apesar das críticas, Márcio Freitas elogiou a redução das taxas de juros das linhas de crédito oferecidas aos produtores rurais e a ampliação dos recursos oferecidos ao setor. O Plano Safra 2011/12 vai oferecer R$ 107,2 bilhões em créditos rurais para a agricultura comercial. O pacote é o maior da história do País. “Temos de reconhecer que tem havido um crescimento real das linhas de investimento aos produtores rurais nos últimos anos”, disse Freitas.
Agência Câmara
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