O Banestes vai aplicar, este ano, R$ 130 milhões na cafeicultura. Os recursos, oriundos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), destinam-se à safra 2011/2012. O montante soma-se aos R$ 40 milhões destinados para a colheita do café, investimento feito com recursos próprios da instituição.
O anúncio foi feito pelo diretor Comercial do Banco, José Antônio Bof Buffon, na última sexta-feira (03), durante visita à Fazenda Experimental de Marilândia (FEM), localizada no município de mesmo nome. A FEM é uma das 12 unidades do gênero pertencentes ao Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
Representantes do Banestes estiveram na Fazenda para conhecer as pesquisas desenvolvidas pelo Incaper e também para ter contato direto com a produção de café. Eles estiveram em um cafezal e assitiram aos processos de colheita, de secagem e de moagem do grão.
“O valor liberado pelo Banestes por meio do Funcafé é o mais expressivo até então e, portanto, histórico. É imprescindível que os gerentes do Banestes entendam a atividade cafeeira, pois lidam diariamente com o produtor rural e podem melhor orientá-lo sobre o uso do crédito”, afirmou Buffon.
Os gerentes das agências Banestes subordinadas à Superintendência Regional Norte (Suren) participaram de uma espécie de treinamento para conhecerem o processo de produção do café, desde o plantio até a venda. Estiveram presentes também os superintendentes João Carlos Bussular e José Gidalberto Santana.
As explanações sobre a cultura cafeeira ficaram por conta do pesquisador do Incaper Romário Gava Ferrão; do gerente Comercial e de Relacionamento do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Paulo Sérgio Dias Federici; e da assessora técnica da área de Crédito Rural do Banestes, Priscila Andrade Silva Faria.
A gerente da Agência Banestes São Gabriel da Palha, Gilvânia Boldrin Bonomo Guimarães, revelou-se satisfeita com a visita: “A rotina de trabalho da Agência não permite que façamos isso, mas uma visita assim é fundamental para conhecermos melhor as atividades que estamos financiando”.
O município onde trabalha é conhecido como a capital nacional do café Conilon e a gerente frisou a importância de conhecer detalhes da produção de café. “Conhecendo a realidade do cliente, é possível liberar o crédito com mais segurança”, completa.
Federici, gerente de relacionamento do Bandes, explicou que “quando se presta mais atenção, empresta-se melhor”. Ou seja, se o gerente conhece bem o negócio do seu cliente, realizará operações mais seguras, com menos riscos.
Dora Dalmasio

