O Banestes firmou mais uma parceria com uma cooperativa de laticínios capixaba: a Colamisul, sediada em Mimoso do Sul e cujos produtos são conhecidos no mercado consumidor pela marca Dourado. A cooperativa receberá, em condições especiais, o Desconto de Nota Promissória (NP). A linha de crédito é destinada a pecuaristas que fornecem sua produção à cooperativa.
A operação é, em síntese, uma antecipação de recebíveis. O diretor Comercial do Banestes, José Antônio Bof Buffon, explica como funciona a operação: “O pecuarista entrega sua produção para a cooperativa [no caso da Colamisul, a matéria-prima é o leite], que emite uma NP para pagamento futuro. O Banestes antecipa o pagamento ao pecuarista.”
O presidente da Colamisul, Silvio Gonçalves Belloti, salienta que o crédito contribui para o crescimento da empresa. “Se um produtor precisar de adiantamento, ele solicita ao Banestes. Assim, a cooperativa não faz papel de banco. O dinheiro que anteciparia o pagamento do cooperado torna-se receita e esse capital é direcionado para a produção”, acrescenta.
Cada pecuarista cooperado pode contratar até R$ 100 mil, com taxa mínima de 1,5 % ao mês e prazo máximo de 180 dias. Para isso, basta que o produtor dirija-se a qualquer agência Banestes.
Mais beneficiados
A primeira cooperativa favorecida por esse tipo de crédito foi a Selita. Desde o início de 2011, é possível antecipar o recebimento das NPs aos produtores rurais que fornecem matéria-prima à cooperativa.
A Capel é a próxima cooperativa de laticínios a estabelecer parceria com o Banestes para oferecer aos seus cooperados a antecipação das NPs. Representantes do Banestes visitarão a empresa na próxima quinta-feira (02) para conhecerem suas instalações e assinarem a contratação do produto.
“Ao disponibilizar o Desconto de Nota Promissória, o Banestes participa do desenvolvimento de uma atividade importante para a economia do Espírito Santo. A pecuária de leite é uma atividade estruturante, que gera alimentos de primeira necessidade. Além disso, tem relevante papel social, pela geração de emprego e renda e por envolver produtores de base familiar”, sublinha Buffon.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), o Espírito Santo possui um rebanho de 360 mil vacas ordenhadas, que produzem 420 milhões de litros de leite por ano. A atividade gera 30 mil empregos diretos e 24 mil empregos indiretos
Dora Dalmasio

