Os deputados Sandro Locutor (PV) e Atayde Armani (DEM) manifestaram opiniões divergentes com relação à aprovação, pela Câmara dos Deputados, do novo Código Florestal Brasileiro. Eles ocuparam a tribuna do Plenário, na sessão ordinária desta quarta-feira (25), para comentar a nova legislação ambiental. Com relação às 15 proposições constantes da Ordem do Dia, todas foram analisadas e seguem agora para discussão especial, em terceira sessão.
O deputado Sandro Locutor, presidente da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Casa, ocupou o horário destinado às lideranças partidárias para alertar que a votação, na Câmara dos Deputados, na noite desta terça-feira (24), foi bastante tumultuada. Para ele, “isso que demonstra falta de consenso e muitas divergências e a proposta precisaria de mais tempo para ser aperfeiçoada”.
Segundo Sandro Locutor, há muitos questionamentos sobre a recuperação do passivo ambiental, o plantio de florestas e a proteção dos rios e é preciso combater o desmatamento e as atividades irregulares em áreas de preservação permanente. O parlamentar acredita no aperfeiçoamento do projeto no Senado, salientando que “é possível chegar a um texto que ao mesmo tempo proteja as florestas e os ecossistemas e contemple a agricultura”.
Por outro lado, a aprovação do texto-base do Código Florestal foi comemorada pelo presidente da Comissão de Agricultura da Ales, deputado Atayde Armani. Ele acha que a matéria tramitará rapidamente no Senado e seguirá logo para sanção presidencial. Atayde Parabenizou a bancada federal capixaba, que deu apenas um voto contrário ao projeto.
Na opinião do presidente da Comissão de Agricultura, se há necessidade de preservação ambiental também é preciso “olhar para o produtor rural”. Para ele, “há necessidade de atualizar a legislação porque o Brasil não pode mais conviver com uma legislação do século passado”. O deputado ressaltou que a Câmara fez justiça ao produtor rural ao ter votado pela aprovação do novo Código Florestal.
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