Invento eleva eficiência na extração de álcool da cana

por admin_ideale

 


O desenvolvimento de um sistema de fermentação do caldo da cana a vácuo permitiu que o engenheiro de alimentos Daniel Atala concretizasse o velho de infância de se tornar um “cientista maluco”.


O potencial do invento, que triplica a produtividade do processo fermentativo de extração do etanol e reduz a produção de vinhaça (um subproduto), no entanto, só foi comprovado em laboratório. Mas já rendeu a Atala o Prêmio Fundação Bunge 2007, na categoria Juventude. O invento despertou a atenção dos técnicos da Usina da Pedra, de Serrana (SP), que se dispuseram a testá-lo.
Daniel Atala é formado na escola de Engenharia de Alimentos da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Fez pós-graduação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde desenvolveu a tecnologia como tese de doutorado sob a orientação do professor Francisco Maugeri.
O método sugerido leva em conta que, em condições normais, o processo de fermentação é inibido porque o microrganismo (levedura) utilizado perde a força pelo efeito do próprio etanol. É como se a levedura, que é um organismo vivo, ficasse embriagada pelo efeito do álcool.
Pelo novo processo, o etanol é retirado do meio antes que influa no desempenho da levedura. O processo se dá num ambiente de baixa pressão (vácuo), onde a evaporação ocorre em a temperatura ambiente (33 graus). Pelo sistema tradicional, ocorre a 79 graus. Quando o caldo entra no tanque a vácuo, o álcool evapora, sendo, posteriormente, condensado.
Além disso, a concentração de etanol, que pelo sistema convencional não passa de 10%, no novo processo o combustível condensado chega a 50%, o que elimina uma etapa de destilação. Os técnicos da Usina da Pedra tomaram conhecimento do invento por meio do site da Unicamp. Recorreram à universidade e souberam que Atala já havia sido contratado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
Quem conta é o engenheiro de processo Daniel Pacheco da Usina da Pedra. A tese de Atala está sendo testada em escala semi-industrial. O volume testado em laboratório (2 litros) foi multiplicado por mil e se os resultados sugeridos nesse experimento se comprovarem, ganhará escala industrial já na próxima safra de cana.
Pacheco não sabe dimensionar o custo dessa experiência. “Como todo teste, vamos desenvolvendo novas técnicas, adaptando e construindo equipamentos para alcançar a forma mais eficiente de produção”. O CTC é parceiro da usina nos custos dessa aventura . Pacheco está convencido de que será bem-sucedida.


 


 


Gazeta Mercantil

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