Três novas cultivares de café arábica são apresentadas pelo IAC

por admin_ideale

 


O Instituto Agronômico (IAC) leva para a Agrishow 2011 três novas cultivares de café tipo arábica com alta produtividade, porte baixo e ótima qualidade da bebida. São elas a Tupi RN IAC 1669-13, Ouro Verde IAC H 5010-5 e Obatã Amarelo IAC 4739. Duas delas, a Tupi RN IAC 1669-13 e Obatã Amarelo IAC 4739, são resistentes à principal doença do café, a ferrugem, característica que pode reduzir até cerca de 10% a aplicação de defensivos agrícolas. A cultivar Tupi RN IAC 1669-13 é ainda resistente ao nematóide Meloidogyne exigua, o que permite que seja plantada em regiões onde há problemas com o nematóide. O IAC terá ainda expostas outras duas cultivares de café já conhecidas pelos produtores, a Obatã IAC 1669-20 e a Catuaí Vermelho IAC 144.



As cinco cultivares têm produtividade média em torno de 40 a 60 sacas de café beneficiado em áreas irrigadas. Nas regiões não irrigadas suas produtividades variam entre 30 e 45 sacas por hectare. A cultivar Obatã IAC 1669-20 teve produtividade média, no período de seis anos de colheita consecutivos de 37,5 sacas de café beneficiado. Segundo o pesquisador do IAC, Oliveiro Guerreiro Filho, cerca de 75% do parque de café brasileiro são produzidos com o arábica. “Desse total, aproximadamente 45% são plantados com a cultivar Catuaí. Juntamente com a cultivar Mundo Novo, são os dois café arábica mais plantados no Brasil”, diz.



Desenvolvidas para terem porte baixo, as cultivares têm colheita facilitada o que diminui os custos com mão-de-obra necessária.. “Outra vantagem das cultivares de porte baixo e compacto é que as plantas podem ser cultivadas com maior densidade, pois o espaçamento entre elas é menor. Com isso pode-se plantar mais mudas em uma mesma área”, explica o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.



Outra característica importante das cultivares é a maturação dos frutos. Segundo o pesquisador do IAC, diferenças na maturação dos frutos são devidas às características genéticas das plantas e às condições ambientais. Guerreiro explica que um ranking pode ser feito com a maturação das cinco cultivares. A Tupi RN IAC 1669-13 é a mais precoce de todas, seguidas da Catuaí Vermelho IAC 144 e Ouro Verde IAC H 5010-5, que têm maturação média e, por último, as Obatã Amarelo IAC 4739 e Obatã IAC 1669-20, que são de médias a tardias.


“Com essa diferença de maturação, o produtor pode colher o café em períodos um pouco diferentes. Assim, é possível distribuir melhor a colheita e diminuir a quantidade de mão de obra empregada”, explica.



A qualidade das bebidas é outro ponto fundamental nas cultivares apresentadas pelo Instituto Agronômico na Feira. Se outro ranking fosse feito com as cultivares levadas pelo IAC, segundo Guerreiro, Ouro Verde IAC H 5010-5 ficaria na primeira posição, com qualidade de bebida considerada excelente. Logo atrás viria a Catuaí Vermelho IAC 44, considerada ótima e seriam seguidas pela Tupi RN IAC 1669-13, Obatã IAC 1669-20 e Obatã Amarelo IAC 4739, classificadas com boa qualidade de bebida. “São pequenas variações, mas todas elas são muito boas”, explica Guerreiro.



Três variedades são resistentes à principal doença do café, a ferrugem. Obatã IAC 1669-20, Obatã Amarelo IAC 4739 e Tupi RN IAC 1669-13 e podem dispensar a aplicação de defensivos agrícolas destinados ao controle químico da doença. “A pesar de variável, do custo total de produção, cerca de 15% se relaciona ao controle fitossanitário. Reduzir o uso de defensivos é uma ótima contribuição para os produtores”, diz o pesquisador. Além disso, o uso de cultivares resistentes pode, em alguns casos, viabilizar o cultivo em regiões que o índice de incidência da doença é muito elevado. No caso da Tupi RN IAC 1669-13, essa característica é ainda mais importante, já que é a cultivar é resistente também ao nematóide Meloidogyne exigua que reduz sensivelmente a produção de cultivares suscetíveis em determinadas regiões produtoras.



As cinco cultivares de café desenvolvidas pelo IAC têm plantio recomendado para todas as regiões produtoras de café do Brasil.



As informações são da assessoria de imprensa do Instituto Agronômico (IAC).

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