Os futuros do café negociados na Bolsa de Nova York atingiram a máxima em 14 anos nesta segunda-feira. O mercado rompeu a barreira dos 300 cents de dólar por libra-peso e registraram patamares históricos.
Pouco antes das 11h20 (horário de Brasília), o vencimento julho bateu os 307,20 cents, o maior nível desde 1997.
As cotações do arábica pegaram impulso nas preocupações com a disponibilidade do produto na próxima safra frente a uma oferta bastante restrita.
Os preços do café mais do que dobraram nos último ano. O principal responsável pelas altas é o clima, que prejudicou três safras seguidas na Colômbia, um dos principais produtores mundiais da commodity.
Além disso, o Brasil, maior produtor mundial, enfrente este ano um ciclo de safra baixa, o que agrava ainda mais os temores sobre a oferta mundial de café e sobre uma possível superação da demanda.
“Estamos em uma tendência positiva (de preços) e será preciso muito para mudar isso”, explicou Alonso Tomas, trader da FCStone.
Às 14h35 (horário de Brasília), o vencimento julho valia 304,80 cents por libra-peso, com alta de 495 pontos. Os demais contratos também já avançavam mais de 400 pontos. alguns, aproximando-se dos 500.
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