Uma reunião na Câmara Municipal de Sooretama, no último dia 13, discutiu o futuro da produção de mamão papaya no Estado do Espírito Santo. O encontro, mediado pela Associação Brasileira dos Exportadores de Papaia (Brapex), teve como objetivo a elaboração de um documento para ser encaminhado ao Ministério da Agricultura, em Brasília.
Atualmente, o município de Sooretama é o segundo produtor de papaya do país, com mil hectares plantados e uma produção anual que ultrapassa 40 mil toneladas. Mas a produção de mamão no Espírito Santo vem caindo. A prefeita Joana Rangel acredita na recuperação e no crescimento do setor. “Geralmente, de uma crise nasce algo positivo. Temos que nos mobilizar em Brasília e levar as informações necessárias ao Ministério da Agricultura, para atrairmos investimentos e toda a atenção possível para a produção da fruta”, afirma.
Com a pergunta ‘Será que desaprendemos a plantar mamão?’, o engenheiro agrônomo, José Roberto Macedo Fontes, mostrou a situação da cultura, com diminuição da produção nos últimos anos, no Espírito Santo. Segundo ele, o Espírito Santo já deteve 75% de todo papaya produzido no país, e hoje responde por apenas 40% da produção nacional. “Ttemos que buscar nossas responsabilidades. Precisamos urgentemente planejar nosso setor”, afirma o agrônomo.
O secretário estadual de agricultura, Ênio Bergoli, também compareceu ao evento e disse estar atento à produção de mamão no estado. “O Brasil exporta 27 mil toneladas de mamão. Só o Espírito Santo é responsável por quase a metade da produção nacional. Mas vamos organizar e melhorar este quadro, que já nos foi bem mais favorável”, afrmou Bergoli.
A Brapex propõe a realização de um amplo estudo sobre a produção do papaya e um diagnóstico de toda cadeia produtiva. “Precisamos fundamentalmente saber por que estamos produzindo cada vez menos”, destacou Francisco Faleiro, presidente da Brapex.
Campo Vivo (com informações de Patrik Camporez)

