Safra de grãos 2010/2011 deve ter novo recorde no Brasil

por admin_ideale

 


O sétimo levantamento da safra de grãos 2010/2011 mostra que a produção do país deve alcançar novo recorde e chegar a 157,4 milhões de toneladas, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (06/04) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O volume representa um aumento de 5,5%, ou cerca de 8,2 milhões de toneladas a mais que na safra passada, que foi de 149,2 milhões de toneladas. Comparada ao levantamento de março, a produção cresceu 2,1%, assim como a área cultivada, que chegou a 49,2 milhões de hectares, avanço de 3,9%.


Altas e baixas na produção



O aumento das áreas de plantio deve-se à ampliação do cultivo do algodão, do feijão (primeira e segunda safras), da soja e do arroz. A boa influência do clima sobre o desenvolvimento das plantas também foi responsável por essa evolução. O algodão teve o maior crescimento percentual em área, com 62,9% a mais que no ano passado (835,7 mil hectares). Esse aumento pode levar a uma produção de 2 milhões de toneladas, o que significa 833,5 mil toneladas a mais em comparação à anterior.

A área cultivada de feijão deverá crescer 10,3% e chegar a 4 milhões de hectares. Comparada à safra passada, a produção eleva-se em 14,5% e pode alcançar 3,8 milhões de toneladas. A área da primeira safra é de 1,4 milhão de hectares, enquanto que a da segunda safra deverá atingir 1,7 milhão de hectares.

No caso da soja, houve uma ampliação da área de 2,3%, com o cultivo em 24,2 milhões de hectares. A produção cresceu 5,2% e chegou a 72,2 milhões de toneladas. A colheita do grão está em fase final nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Para o arroz, o aumento da área foi de 2,8%, o que equivale a 2,8 milhões de hectares. A produção também deve apresentar crescimento de 15,4% em relação à safra passada, com 13,4 milhões de toneladas. Na safra anterior, o total foi de 11,7 milhões de toneladas.

Já a produção de milho deve ser de 55,6 milhões de toneladas, 0,7% a menos que a safra passada. A queda teve origem no milho primeira safra, em função da diminuição da área em 55,5 mil hectares. Para o milho segunda safra, a estimativa é semear uma área 4,5% maior, com a produção de 21,7 milhões de toneladas, menos que a da safra passada. A razão é que a semeadura de boa parte da lavoura foi feita fora da época de recomendação técnica.


 


Globo Rural Online

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