Cerca de 500 lideranças gaúchas vão participar do Grito da Terra Brasil, promovido pela Contag, de 9 a 13 de maio, em Brasília, somando-se as 4.500 pessoas de outros estados. Essa foi uma das definições de dois dias de trabalho na Fetag, 10 e 11 de março, quando diretores, coordenadores, assessores regionais e da casa avaliaram o trabalho que vem sendo desenvolvido por Federação, regionais e sindicatos, com sugestões de mudanças e planejamento das atividades do ano.
O presidente da Fetag, Elton Weber, avaliou o encontro como positivo e destacou os encaminhamentos iniciais sobre o Congresso Estadual, que acontece de 4 a 6 de outubro, a definição da participação da Fetag no GTB nacional e na elaboração da pauta estadual, que deve ser entregue ao governador Tarso Genro até o fim do mês. Weber destaca que, apesar da estimativa de 500 lideranças em Brasília, o número pode dobrar se houver debates mais amplos sobre Plano Safra, Código Florestal ou endividamento agrícola.
No Estado, as reivindicações foram distribuídas por secretarias: questões tributárias, energia elétrica e agroindústrias – Fazenda; manutenção dos programas já existentes, implementação do Programa de Pecuária Familiar e a questão do Troca-troca – Agricultura, Pecuária e Agronegócio e Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo; posição sobre a outorga e a isenção de pagamento dos pequenos agricultores pelo uso da água – Meio Ambiente; e questões do atendimento do SUS e programação de exames de alta complexidade, além de implementação e regulamentação da lei do deputado Heitor Schuch, que prevê a distribuição de protetor solar para agricultores familiares – Saúde.
Weber informa que não há uma data definida de fechamento do Grito estadual. Diz que, a partir das negociações nacionais que repercutirem no Estado, haverá definição da ação da Fetag. Ele recorda que o abaixo-assinado promovido pela Fetag no Estado continua até o final deste mês. Acrescenta que já chegaram milhares de assinaturas e que a Federação deverá ultrapassar a casa das cem mil, já que a preservação ambiental e produção de alimentos podem acontecer sem prejuízo para os agricultores.
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