Cafeicultores precisam regularizar secadores de café

por admin_ideale

 


Com a chegada da colheita do café, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) vem orientando os produtores rurais em relação a regularização dos secadores de café. O agricultor deve atender a alguns critérios para utilizar o equipamento de forma correta, diminuindo a poluição ambiental e os prejuízos à população da região onde ele se encontra. A regularização é feita a partir de um licenciamento ambiental, que tem como objetivo trazer um novo padrão para o uso de combustíveis nos secadores de café.


O engenheiro agrônomo do Idaf, Frederico Lopes Raposo Filho, explica que são necessárias duas etapas para o produtor regularizar seus secadores de café. “A primeira é a parte administrativa, de licenciamento ambiental, em que o produtor rural, que possui o secador de café, se dirige ao escritório local do Idaf para preencher um requerimento e apresenta uma documentação para compor a abertura do processo, como documentos pessoais e da propriedade, para depois ser aberto o procedimento. A segunda etapa é a avaliação técnica, e logo após a aprovação, ocorre o licenciamento ambiental. Lembrando que ele precisa ter um responsável técnico, para cuidar das adequações”, diz.


 


A regularização é importante, pois permite o correto funcionamento dos secadores, diminuindo a fumaça e os resíduos formados a partir dela. Para que isso aconteça, o produtor deve seguir os critérios do licenciamento ambiental, após a regularização: manejo e armazenamento adequados da palha, o que feito de forma errada pode resultar em muita fumaça e proliferação de moscas, respectivamente.


 


Para os produtores que utilizam a lenha como combustível dos secadores, não tem o problema da geração de muita fumaça, pois como a lenha possui baixa umidade, ela gera uma quantidade mínima de resíduos. No entanto, os produtores que utilizam a palha de café como combustível, devem obedecer a algumas regras referentes aos Critérios de Uso Nacional da Palha de Café (Ministério da Agricultura), como não usar a queima da palha de café durante a noite e a menos de 100 ou 300 metros de distância de residências e estradas.


O engenheiro agrônomo do Idaf diz que, dentre os beneficiados com a regularização, o maior deles é o próprio dono da propriedade que adere a ela. “Com a fumaça exagerada e a incidência de moscas no entorno do empreendimento, o mais prejudicado é o proprietário e sua família. Então, o grande beneficiado com a regularização é o produtor rural”, diz Frederico.


 


Redação Campo Vivo


Láyna Arpini

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