A exigência de análise sensorial para avaliar a fragrância, o aroma, a acidez, o sabor e a qualidade do café torrado em grão e do café torrado e moído foi adiada por dois anos, por meio da Instrução Normativa n° 6, publicada nesta quarta-feira, 23 de fevereiro, no Diário Oficial da União (DOU). O teste faz parte das normas estabelecidas no Padrão Oficial de Classificação do Café, que começa a vigorar na quarta-feira, 23 de fevereiro. Para que um produto seja considerado de qualidade, é necessário apresentar o percentual máximo de 1% de impureza e de 5% de umidade.
Nos próximos dois anos, as entidades que desejarem executar a classificação do café torrado em grão e do café torrado e moído deverão se adequar às exigências estabelecidas pelo Ministério da Agricultura. “A adoção desses critérios é importante para verificar a pureza e a qualidade do café oferecido aos consumidores. Trata-se de um passo essencial para o desenvolvimento do consumo nacional desse produto”, explica o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone.
Prova da xícara
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Os próximos cursos de classificadores de café torrado em grão e café torrado e moído serão retomados a partir do dia 21 de março de 2011. Durante este ano, serão formadas novas turmas nas universidades de Viçosa (UFV) e de Lavras (UFLA), no Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Sul de Minas, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Associação Comercial de Santos e nos Sindicatos das Indústrias de Café (Sindicafé) em São Paulo e Minas Gerais.
Hoje, 69 produtos estão padronizados. Entre os importados estão o trigo, a maçã, o algodão em pluma e a farinha de trigo. Já entre os destinados à alimentação humana encontram-se o arroz, o feijão, a farinha de mandioca e o óleo de soja.
O Brasil é o maior exportador de café e o segundo maior consumidor do mundo. As exportações do grão, em 2010, renderam US$ 5,7 bilhões, em comparação a US$ 4,3 bilhões, em 2009. No primeiro mês de 2011, as vendas registraram US$ 595,4 milhões. O resultado é 65,8% superior ao de janeiro de 2010, com US$ 358,9 milhões.

