A Guerra Sementes S.A fechou essa semana uma parceria com a Limagrain, uma das maiores empresas do mundo no ramo de produção de sementes híbridas de milho. A parceria proporciona ao grupo brasileiro, com sede em Pato Branco, sudoeste do Paraná, um acesso maior à biotecnologia, o que permite uma melhor qualidade de sementes aos agricultores nacionais.
A produção da empresa hoje é de meio milhão de sacas de milho híbrido, suficiente para abastecer a região sul e Paraguai, maior comprador das sementes produzidas pela empresa. Com a parceria, esse número deve triplicar nos próximos três anos e chegar a casa das 1,5 milhão de sacas produzidas anualmente, além de comercializar para toda a América Latina.
A Guerra Sementes teve um faturamento de R$ 75 milhões em 2010 e detém 3% do mercado de vendas de sementes no País. Nessa nova fase pretendem alcançar 15% do mercado. ”Hoje a maior parte das empresas que comercializam sementes no País são de fora. Eles detém a maior fatia do mercado”, ressalta Ricardo Guerra, diretor executivo da Guerra Sementes. ”Demos mais um passo no sentido de suprir o mercado, mas não vamos deixar de produzir outras sementes, como a de soja por exemplo”, completa Guerra.
A parceria prevê investimentos não só na produção de novas sementes, mas também na transferência de tecnologia e melhoria da infraestrutura de armazenamento.
O secretário de assuntos estratégicos do Paraná, Edson Luiz Casagrande, disse que essa parceria trará um desenvolvimento maior para a região e para o Estado. ”A meta do governador (Beto Richa) é trabalhar todas as regiões do Estado, cada uma com sua vocação para que o povo não tenha a ruptura e dificuldade na adaptação”, comentou Casagrande.
O investimento da empresa francesa no negócio foi de R$ 100 milhões e estão previstos novos investimentos para os próximos dez anos. ”Nesse primeiro momento iremos investir na pesquisa de sementes para desenvolver o melhor produto para o mercado brasileiro e sulamericano”, comentou Daniel Cheron, vice presidente da Limagrain para a América Latina.
Folha de Londrina

