Demanda aquecida por milho manterá leilões até fevereiro

por admin_ideale

 


Os leilões para a venda de milho dos estoques do governo federal devem seguir até meados de fevereiro, véspera do início da colheita da próxima safra, para atender principalmente a demanda aquecida da Região Centro-oeste e do Estado de Minas Gerais. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o momento já foram ofertadas mais de 800 mil toneladas, sendo que metade, ou seja, 400 mil toneladas, foi comercializada.

O próximo leilão será no dia 19 deste mês e serão ofertadas 295 mil toneladas do grão. Além disso, o governo também disponibilizará o comércio de grão através do programa Valor de Escoamento de Produto (VEP), que implica na venda para determinadas regiões, principalmente norte e nordeste. “Sentimos que a demanda está muito aquecida, e vamos continuar ofertando. Isso pode ser visto na comparação de quantidade do ultimo leilão, quando disponibilizamos 215 mil toneladas, para o próximo, que iremos ofertar quase 300 mil toneladas”, comentou João Paulo Moraes, superintendente de operações comerciais Conab.

No primeiro leilão do ano, dia 5, a Conab disponibilizou 263 mil toneladas para o leilão, no qual foi comercializado, pouco mais de 40%, ou 105 mil toneladas. No dia 9, a quantidade saltou para 337 mil toneladas e foram vendidas 144 mil toneladas de milho. O melhor resultado foi visto no último leilão, com pouco mais de 70% em vendas. Filho disse que o resultado dos leilões tem sido mais positivos na Região Centro-Oeste, dada a escassez do produto. “As vendas para o Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e até Minas Gerais têm sido muito boas, principalmente porque nessas regiões os estoques estão baixíssimos”. Segundo Leonardo Machado, assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), o estado, que consome aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de milho por ano, e produz em torno de 4,5 milhões, escoou em 2010 algo em torno de 1,5 milhão de toneladas por meio do Prêmio de Escoamento do Produto (PEP), que representa não só a sobra de produção, como a totalidade de milho estocado.

“Goiás conseguiu escoar um volume de 1,5 milhão de toneladas em 2010, praticamente a sobra que tinha, mais os estoques da ultima safra. E isso fez com que a nossa oferta de milho ficasse bastante escassa, e dessa forma os preços do grão ficaram muito altos”, garantiu.

Em Mato Grosso, Carlos Favaro, diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), comentou que o Brasil não corre qualquer risco de desabastecimento, dado a maior demanda interna e externa. “Todo o mercado de commodities internacional está aquecido, mas aqui no Brasil não corremos risco de enfrentarmos um desabastecimento do milho ou de disparada em relação ao preço das carnes. Pois a industria de ração comprou muito milho barato no ano passado, e agora está comprando muito pouco, somente para recompor os estoques”, afirmou. O estoque de passagem do governo federal, de 2010, para este ano, foi avaliado em 5 milhões de toneladas pelo superintendente da Conab, ante os 4,3 milhões obtidos em 2009.

China

Em meio às especulações sobre a safra mundial de milho, a consultoria Chinese Grain Network divulgou a estimativa sobre o volume de importação da China na safra 2010/2011. Ao todo, o país asiático deve fechar a temporada com a compra de 1 milhão de toneladas, ante os 1,5 milhão vistos na safra passada. Para a empresa, na temporada 2011/2012 os chineses devem se manter como potenciais importadores. Em relação à produção, a consultoria prevê um incremento de apenas 1,1%, fechando com 166 milhões de toneladas.


 


DCI – Diário do Comércio & Indústria

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