Todas as unidades do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) – que possui um escritório em cada município capixaba – receberam nesta terça-feira (04) uma determinação da diretoria do órgão para desempenhar uma série de ações e atitudes no sentido de apoiar todos os setores dos municípios atingidos pelas chuvas. O objetivo é minimizar os problemas e transtornos que assolam as famílias.
De acordo com o diretor-presidente do Incaper, Evair de Melo, os técnicos do Instituto foram orientados a procurar de forma proativa a municipalidade, bem como as secretarias municipais (principalmente de Agricultura, Meio Ambiente, Obras e Ação Social), colocando a estrutura física, operacional e técnica do Incaper à disposição para atender quaisquer necessidades. Os servidores do órgão estão incumbidos de visitar as áreas afetadas, orientar a população e ainda monitorar e informar qualquer novo acontecimento.
“O Incaper apresenta uma capilaridade e uma estrutura de técnicos e extensionistas que consegue atingir a praticamente todo o território capixaba. Dessa forma, o órgão se manifesta para auxiliar no monitoramento de eventuais dificuldades, principalmente no interior do Estado, e para orientar a população sobre o melhor procedimento. Um exemplo são as linhas de crédito especiais lançadas pelo Banestes e Bandes, que podem ser aproveitadas pelos agricultores que tiveram grandes perdas com as chuvas”, afirma Evair.
Vale lembrar que além da assistência técnica, o Incaper possui o serviço de meteorologia, que continuará monitorando as mudanças nas condições do tempo, sempre informando à população sobre os alertas meteorológicos.
Abaixo, seguem as determinações transmitidas aos técnicos do Incaper:
1. Informar ao Departamento de Operação Técnicas do Incaper (DOT) e à Diretoria todo e qualquer sinistro ocorrido nos municípios em decorrência das chuvas (deslizamento de barreiras; interdição parcial e/ou total de estradas; desabamento de residências e demais estruturas; assoreamento de rios e córregos; perdas econômicas nas atividades agropecuárias; desabamento e/ou interdição de pontes; obstrução de bueiros; etc). Essas informações deverão ser atualizadas diariamente pelos chefes dos escritórios locais.
2. Procurar de forma proativa a municipalidade, bem como as secretarias municipais (principalmente agricultura, meio ambiente, obras e ação social), colocando a estrutura física, operacional e técnica do Incaper a disposição para atender quaisquer necessidades.
3. Procurar de forma proativa as entidades e lideranças do município (associações, defesa civil, sindicatos, cooperativas, igrejas, CMDRS, Câmara de Vereadores, agências bancárias, associações comerciais, entre outras), colocando a estrutura física, operacional e técnica do Incaper à disposição.
4. Procurar os meios de comunicação do município (rádios, jornais impressos, etc) para repasse da situação observada, se colocando à disposição, inclusive, para entrevistas. Também devem ser repassados aos meios de comunicação e às entidades e lideranças do município o Boletim Climático. Esse Boletim será enviado diariamente a todos os escritórios por meio do Departamento de Comunicação do Incaper.
5. Monitorar e avaliar os possíveis danos causados chuvas que possam afetar a estabilidade das barragens de médio e grande portes existentes no município. Repassar relatórios atualizados ao DOT.
6. Informar, orientar e auxiliar todos os agricultores e suas representações (associações, sindicatos, etc) quanto ao acesso ao Seguro Proagro e Proagro Mais (seguro da Agricultura Familiar) e às linhas de crédito especiais.
7. Realizar visitas às áreas mais atingidas, registrando com fotos os sinistros.
Em meio aos transtornos, perdas e prejuízos, é importante que os agricultores e todas as instituições que realizam conosco o trabalho de desenvolvimento rural se sintam apoiadas e sustentadas pelo Incaper e pelo Governo do Estado. Esse é nosso maior intuito.
Paula Varejão

