Projetos capixabas de piscicultura e maricultura são exemplos para o Paraná

por admin_ideale

As experiências dos projetos de piscicultura e maricultura no Espírito Santo vêm chamando a atenção de pesquisadores de outros estados brasileiros. As ações implantadas em solo capixaba podem servir como exemplo para o restante do País.

A coordenadora do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Lilian Medeiros de Mello, visitou nos últimos dias alguns projetos acompanhados pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) que promovem a geração de renda alternativa aos pescadores artesanais. Além disso, foi observada como é feita a comercialização da produção da maricultura e piscicultura em diversos municípios capixabas.

Lilian Mello, junto com a coordenadora de Comercialização de Agricultura Familiar do Incaper, Pietrângeli Aoki, visitou o trabalho de maricultura e o Projeto de Piscicultura em Tanques-redes de Mãe-Bá, em Anchieta, onde os pescadores da comunidade de Mãe-Bá e Porto Grande cultivam tilápia.


Tilápia


Já no município de São Mateus, a professora da UFPR acompanhou um trabalho similar na comunidade de Pedra D’Água, onde o cultivo de tilápia é realizado no rio Cricaré.


Ainda na região Norte do Estado, ela conheceu de perto as atividades da Associação das Artesãs de Regência, que é fruto do trabalho do Incaper, em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social/Programa Fome Zero (MDS), e faz parte do projeto “Mulheres Empreendedoras e Inclusão Social”. Na visita a Linhares, Lilian visitou a Associação de Pescadores de Regência, que acessou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para formação de estoque dos peixes capturados.

Em sua opinião, as experiências de maricultura e piscicultura, além de gerar uma renda alternativa para os pescadores, também servem para reduzir a pesca extrativista e, assim, transformá-la em uma produção sustentável e com menos impactos ambientais sobre a vida marinha.

“A universidade (UFPR), em parceria com a Emater do Paraná, pretende implantar um projeto de renda alternativa para os pescadores em Pontal do Paraná, usando como exemplo os trabalhos de sucesso implantados aqui no Espírito Santo. O trabalho de extensão da universidade vai assessorar os pescadores, para viabilizar a continuação do trabalho na localidade”, explica Lilian.


Proteção


As ações implantadas no Espírito Santo procuram desestimular o uso de ações ilegais para a pesca extrativista – por parte dos pescadores – e que adotem uma atividade produtiva sustentável, favorecendo a proteção da população de espécies de peixes com boa visibilidade de comercialização, principalmente nos períodos de defeso.

Pierângeli Aoki explica que a criação de parques marinhos voltados à maricultura e piscicultura tem o objetivo de beneficiar as famílias de baixa renda, e fazer com que trabalho do pescador seja mais valorizado. “A base desses trabalhos são a geração de renda, agregação de valor ao trabalho realizado pelas famílias pesqueiras e que o projeto seja em facilitador no momento da comercialização da produção”, completa


 


Leandro Abreu

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