Os melhores cafés produzidos em São Paulo na última safra começaram a chegar nesta segunda, dia 13, ao mercado consumidor. São os chamados cafés gourmet, que passaram por uma seleção, feita por um Concurso de Qualidade. Uma saca do café vencedor foi vendida por mais de R$ 7 mil.
O aroma do café gourmet é forte. Segundo os baristas, o sabor encorpado e a sensação no paladar fica por mais tempo do que quando se toma um café comum.
– Esse ano a gente teve um clima muito favorável na nossa região. Isso, aliado ao manejo, à tecnologia empregada, à localização da lavoura também em uma área de altitude mais elevada e o capricho na hora do preparo é que ocasionaram este café especial este ano – analisa Fávaro.
Este ano foram inscritos 78 lotes de cafés na nona edição do Concurso Estadual de Qualidade, organizado por instituições ligadas ao setor como a Secretaria de Agricultura de SP e a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que representa a indústria.
Os melhores cafés foram adquiridos por torrefadoras e empresas como a que Mário dirige, num leilão que ocorreu no mês passado. Agora, eles serão comercializados em uma edição limitada em embalagens de 250 gramas. A saca do café dos sócios João Antonio e José Romeu foi vendida por R$ 7,1 mil, quase 20 vezes mais do que a cotação da BM&FBovespa.
– A gente consegue com isso aparecer para o mercado e agregar maior valor a um café produzido na região como um todo – explica Fávaro.
– A gente tem procurado valorizar, ser o melhor vendedor de café, vender o café mais caro para que nosso produtor seja o de maior rentabilidade. Esse é o negócio – defende o secretário de Agricultura de SP, João Sampaio.
O Estado é o terceiro maior produtor de café, perdendo para Minas Gerais e Espírito Santo. Apesar disso, os paulistas são os maiores consumidores do Brasil.
Cana Rural

