A Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) começou a discutir na quinta-feira (18), em Brasília, a importância de adotar critérios de identificação geográfica para o café, metodologia que permite a diferenciação do produto e abre a possibilidade de o cafeicultor receber mais pelo produto no momento de comercialização da safra.
“A indicação geográfica é um caminho para se conseguir um diferencial em termos de preços. As características regionais e as qualidades de cada produto são consideradas e valorizadas no momento da venda”, afirma o presidente da comissão da CNA, Breno Mesquita. No Brasil, os cafeicultores produzem vários tipos de cafés em diferentes regiões e, na maioria das vezes, as características desses produtos não são levadas em conta no momento da negociação porque o café é vendido como “commodity”.
Na reunião, especialistas informaram que há dois tipos de indicação geográfica (indicação de procedência e denominação de origem). Em ambos, a identificação é uma forma de agregar valor e dar credibilidade a um produto ou serviço, conferindo a ele um diferencial de mercado em função das características de seu local de origem. Para o consumidor, a indicação de origem garante a qualidade do produto que está sendo adquirido.
Revista Cafeicultura

