Planejamento financeiro garante sustentabilidade e potencializa o negócio rural

por Portal Campo Vivo

Ao organizar as finanças de forma estruturada, o produtor tem melhores condições na tomada de decisões e de conduzir a fazenda rumo à prosperidade; veja o passo a passo

O planejamento financeiro em propriedades rurais é uma estratégia para alcançar resultados consistentes, reduzir riscos e garantir a sustentabilidade econômica do negócio. O planejamento funciona como um guia, permitindo a antecipação de problemas financeiros, proporcionando ao produtor segurança para enfrentar desafios do setor, além de criar estratégias para superá-los.

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Ao organizar as finanças de forma estruturada, o produtor tem melhores condições na tomada de decisões embasadas e de conduzir a fazenda rumo à prosperidade, mesmo diante das variações do mercado e desafios do setor, como oscilações de preços de commodities, eventos climáticos extremos e altas taxas de juros.

Gustavo Faria | Foto: Keila Oliveira

A prática também é essencial para a continuidade dos negócios entre gerações, já que a transparência financeira fortalece o planejamento sucessório e evita que a propriedade perca valor ou funcionalidade no futuro, explica o sócio-proprietário da empresa Gestão Agrosoluções, Gustavo Faria.

“Um planejamento financeiro bem estruturado é a base para evitar falências e manter o negócio rural sustentável, dando ao produtor segurança para tomar decisões assertivas, enfrentar as adversidades e garantir a longevidade. Ele não apenas organiza o fluxo de caixa, mas oferece clareza sobre os custos e receitas, ajudando a criar reservas e a estruturar investimentos, mesmo em cenários adversos”, afirma Faria.

Desde 2023 a Fazenda Três Marias, em Linhares, introduziu o serviço de assessoria financeira e de processos, mas, nem sempre foi assim. Desde que assumiu em 2020 a administração da fazenda da família, Leticia Lindenberg conta que o planejamento, apesar de ter iniciado com seu pai em 1980, não gerava os resultados esperados, pois a estrutura organizacional e os processos não estavam alinhados. Em 2021 foi dado um importante passo com a primeira rodada de planejamento estratégico, traçando metas e objetivos até 2031.

Leticia Lindenberg | Foto: Acervo Jornal A Gazeta

“Uma consultoria externa com olho no nosso financeiro, em especial no caixa, traz uma tranquilidade enorme para a gestão, porque torna os relatórios e análises mais confiáveis. É uma segunda checagem e com a expertise deles podemos reavaliar processos, criar padrões de excelência e ajustar o nosso dia a dia de forma a alcançar a nossa meta de excelência operacional em 2026”, informou Letícia.

Neste contexto, um dos maiores desafios, segundo a produtora, tem sido a mudança da cultura na fazenda. A escassez de mão de obra e a baixa qualificação do homem do campo são fatores que também interferem na evolução da gestão.

“Nas Três Marias trabalhamos com o tripé: negócios, pessoas e natureza. Por mais que saibamos que a mecanização é o futuro do agronegócio, temos a firme crença de que as pessoas é que fazem a diferença, por isso, temos focado nossas políticas na melhoria das relações e das recompensas. É um trabalho de longo prazo, especialmente quando se trata de uma fazenda com tradição de quase 90 anos, onde os costumes foram passando por gerações e a mudança acaba encontrando resistência”, relatou a administradora da fazenda.

Passo a passo do planejamento

O planejamento financeiro de uma fazenda começa com um diagnóstico dos processos e das pessoas envolvidas na gestão. Identifica-se quem realiza as compras, quem efetua os pagamentos, se há controle das informações e regras definidas, além de avaliar a estrutura organizacional. A partir desse diagnóstico, organiza-se um organograma com políticas de alçada e definição de papéis, garantindo funcionalidade sem burocratizar.

O sócio-proprietário da Gestão Agrosoluções, Gustavo Faria, explica que, em seguida, inicia-se a apuração do endividamento, abrangendo financiamentos, custeios e empréstimos pessoais. “Em seguida, projetam-se as receitas de curto, médio e longo prazo, avaliando a capacidade produtiva e de venda da fazenda. Com isso, elabora-se um orçamento que detalha todas as despesas previstas no ano agrícola, como insumos, mecanização, frota e administração”, relatou.

Posteriormente, é elaborado um plano de investimentos, alinhando os objetivos do produtor à viabilidade financeira. “Todas essas informações são consolidadas em um fluxo de caixa projetado, que integra receitas, despesas, dívidas e investimentos, permitindo uma visão clara da saúde financeira da fazenda e da disponibilidade de capital de giro para a continuidade das operações entre safras”, conclui Gustavo.

Redação Campo Vivo

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