Lavouras de café lotadas de trabalhadores fazendo a colheita. A cena que, há algum tempo, era comum nas lavouras de café nesta época do ano, aos poucos, vem se tornando rara. As colheitadeiras de café cada vez mais estão tomando o lugar do trabalho braçal nas plantações. Os produtores que não têm condições de pagar até R$ 500 mil por uma máquina estão alugando.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Franca não tem um levantamento de quantas máquinas estão em funcionamento na região. Mas sobre o número de trabalha-dores, o MTE diz que não passa de 9 mil. Os Sindicatos Rurais não informam quantos trabalhadores eram contratados há cinco anos. Porém, para se ter uma ideia, só Pedregulho chegava a abrir 12 mil postos de trabalho por safra.
A mesma situação se repete em Ibiraci (MG) que atrai principalmente baianos. O município, que chegou a receber 7 mil trabalhadores por colheita, neste ano, contratou cerca de 3 mil pessoas, sendo que muitos já foram embora. “No ano passado, tínhamos 12 máquinas e neste ano já temos 22. Acredito que 70% da nossa região já está com colheita mecanizada”, disse o presidente do Sindicato Rural de Ibiraci, Gaspar dos Reis, que também já é dono de uma colheitadeira.
Para a encarregada administrativa do Sindicato Patronal Rural de Itirapuã, Vânia Ferreira, a situação é preocupante. “É uma questão social complicada. Com as máquinas, a mão de obra com certeza vai ficando cada vez mais escassa. O trabalhador terá que aprender a lidar com a máquina”, disse.
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