CPI quer identificar origem dos produtos vendidos na Ceasa

por admin_ideale

 


A instalação de um laboratório próprio e a identificação da origem dos produtos são algumas das alternativas para garantir a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos capixabas. As propostas foram defendidas pelos deputados que integram a CPI dos Agrotóxicos da Assembleia Legislativa (Ales), após diligência na Central de Alimentos do Estado (Ceasa-ES), em Cariacica, nesta terça-feira (7).


 


Criada para investigar a presença de resíduos de defensivos agrícolas nos alimentos produzidos no Estado, a CPI pretende ir além dos levantamentos, conforme adiantou presidente, deputada Janete de Sá (PMN). “Nós conversamos com os representantes da Ceasa, identificamos alguns problemas e recebemos sugestões de criação de projetos para melhorar a fiscalização e garantir a qualidade do produto que chega ao consumidor”, ressaltou.


 


Para o deputado Dary Pagung (PRP), membro efetivo da CPI e que também participou da diligência na Ceasa-ES, a proposta de instalar um laboratório próprio na no local irá possibilitar maior fiscalização e, consequentemente, garantir a qualidade dos produtos ali comercializados.


 


Do mesmo modo, os parlamentares e o presidente da Ceasa-ES, Luiz Carlos Presotti, foram unânimes em considerar importante a criação de mecanismos que permitam a identificação dos alimentos em seu local de origem. Presotti disse que a Central está de portas abertas para a CPI. “Tudo o que estiver ao nosso alcance será feito para melhor as condições dos alimentos comercializados”, ressaltou.


 


“A ideia é que, por meio de projetos de lei, possamos criar um sistema de identificação da origem de cada produto. Seria uma espécie de selo com o nome do produtor, o CPF ou CGC, data de colheita e endereço, dentre outros dados que passariam a ser exigidos pela Ceasa para que o produto fosse trazido para cá”, explicou a deputada Janete de Sá.


 


Ao todo, 54% dos produtos comercializados aqui na Ceasa seguem diretamente para o supermercados. Outros 13% vão para os hotifrutis e comércios varejistas de pequeno e grande porte. 

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