
A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) passou por recentes auditorias e validou a certificação de seus processos e propriedades cooperadas junto às normas Sustainable Agriculture Standard (SAS) e Regenerative Agriculture Standard (RAS) da Rainforest Alliance.
Com a certificação, o Grupo Rainforest Alliance Expocacer (GRAE) passa a ser composto por 99 propriedades, que englobam um universo de 12.993,94 hectares destinados ao cultivo de café arábica na Região do Cerrado Mineiro e, conforme a organização internacional, consolida-se como maior volume certificado em RAS no mundo.
Segundo a agente de Certificação e Sustentabilidade da Expocacer, Rayssa Vargas, a iniciativa fortalece o posicionamento da Expocacer na promoção de uma cafeicultura sustentável e regenerativa, agregando valor à produção dos cooperados e ampliando oportunidades em mercados que demandam elevados padrões socioambientais.
“A certificação de nossos processos e propriedades cooperadas atesta a adequação às normas da organização internacional e reforça o compromisso da Expocacer e de seus cooperados com uma cafeicultura cada vez mais sustentável, regenerativa e alinhada às exigências dos mercados internacionais”, explica.
A certificação Rainforest Alliance é um programa internacional de sustentabilidade que promove boas práticas ambientais, sociais e econômicas nas propriedades rurais e é obtida pelas propriedades que passam por auditorias periódicas, realizadas por organismos independentes.
Durante as auditorias e acompanhamentos, são avaliados: i) conservação de florestas, biodiversidade e recursos hídricos; ii) cumprimento da legislação ambiental e trabalhista; iii) saúde e segurança dos trabalhadores; iv) uso responsável e seguro de defensivos agrícolas; v) manejo integrado de pragas e redução de impactos ambientais; vi) práticas de agricultura regenerativa; vii) rastreabilidade da produção; viii) gestão documental e registros da propriedade; ix) condições de trabalho, moradia (quando aplicável) e respeito aos direitos humanos; e x) planejamento da produção e melhoria contínua.
“A certificação confirma, dessa forma, que as propriedades atendem aos requisitos estabelecidos pela norma, como proteção dos recursos naturais, respeito aos direitos dos trabalhadores, gestão responsável da propriedade e busca pela melhoria contínua dos processos produtivos”, resume Rayssa.
Ela completa que a certificação também amplia as oportunidades de negócios, agregando credibilidade à produção, que está apta a atender às exigências de mercados cada vez mais comprometidos com a sustentabilidade, além de possibilitar o acesso a compradores que valorizam cafés produzidos de forma responsável.
SUSTENTABILIDADE NO DNA
A agente de Certificação e Sustentabilidade da Expocacer fala que a sustentabilidade é mais do que um pilar estratégico ou uma área específica da cooperativa.
“Ela faz parte do propósito de inspirar, fomentar e nutrir uma cafeicultura de vanguarda, baseada na geração de valor econômico, ambiental e social”, completa.
De acordo com Rayssa, a sustentabilidade é uma cultura que orienta as decisões, projetos e o relacionamento com cooperados, clientes, comunidades e parceiros.
“Não abrimos mão do compromisso com uma cafeicultura sustentável, responsável e de alta qualidade. Por isso trabalhamos junto aos cooperados que possuem fazendas certificadas para garantir o cumprimento da legislação ambiental, trabalhista e fundiária, a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade, o uso sustentável da terra e a adoção de boas práticas agrícolas, sociais e de gestão”, conta.
Ela anota, ainda, que outro ponto focal da atuação se dá em rastreabilidade e transparência da produção, com a Expocacer oferecendo suporte técnico contínuo e acompanhamento para que os produtores mantenham a conformidade com os requisitos das certificações e promovam a melhoria contínua de suas propriedades.
“Além de assegurar a conformidade com os padrões das certificações, esse trabalho gera benefícios concretos para os cooperados, como maior organização da gestão da propriedade, acesso a mercados que valorizam a produção sustentável, redução de custos por meio das certificações em grupo e participação em iniciativas e projetos voltados ao desenvolvimento ambiental e social”, destaca.
Raysa completa que, com essas iniciativas, a Expocacer fortalece uma cadeia produtiva cada vez mais competitiva, resiliente e responsável, alinhada aos princípios das principais certificações de sustentabilidade e ao propósito da cooperativa de produzir cafés de excelência respeitando as pessoas e o meio ambiente.
EXPOCACER E RAINFOREST ALLIANCE
A Expocacer mantém a certificação Rainforest Alliance em grupo desde 2009, atuando como administradora do coletivo certificado e oferecendo suporte contínuo aos cooperados participantes.
O trabalho envolve a implementação e a manutenção do Sistema de Gestão Interna, realização de auditorias, treinamentos, orientação sobre os requisitos da norma, monitoramento das propriedades e acompanhamento dos planos de ação para melhoria contínua.
Além disso, a Expocacer realiza a interface entre os cooperados e o organismo certificador independente, responsável pelas auditorias externas que verificam a conformidade do grupo com os requisitos da norma.
“Atuamos diretamente no apoio à produção de cafés certificados, agregando valor aos cafés de nossos cooperados e atendendo à demanda de nossos clientes e parceiros espalhados pelo mundo”, conclui Rayssa.
SOBRE A EXPOCACER
Com faturamento superior a R$ 3 bilhões em 2025 e um quadro com mais de 800 produtores associados, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado projeta uma produção de aproximadamente 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua região de abrangência em 2026.
Contando atualmente com 19,4 mil hectares de café certificados em cafeicultura regenerativa e 29 mil hectares conduzidos sob manejo regenerativo, a Expocacer se tornou a primeira cooperativa do mundo a conquistar a certificação em Agricultura Regenerativa da Regenagri®️, concedida pela Control Union após auditoria independente.
A Expocacer é, ainda, uma das seis cooperativas que compõem a governança da Região do Cerrado Mineiro, primeira Denominação de Origem para café no Brasil. Trata-se de uma Indicação Geográfica (IG) que abrange 55 municípios e conta com a participação direta de mais de 4.500 produtores, distribuídos em 250 mil hectares de área plantada, território demarcado para a produção de um café com características únicas, que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar.
Assessoria de Imprensa

