Dia Mundial do Café: escolha de clones é decisiva para uma cafeicultura produtiva e sustentável no ES

Clones bem escolhidos podem superar a marca de 200 sacas por hectare, devido à genética superior

por Portal Campo Vivo
Foto: Valda Ravani

As mudanças climáticas e o aumento da incidência de pragas e doenças nas lavouras de café são desafios enfrentados para manter a qualidade e produtividade do grão no Espírito Santo. A adoção de clones com potencial produtivo, adaptáveis às variações climáticas e mais resistentes, pode levar a um melhor aproveitamento dos recursos naturais e maior rentabilidade por hectare. Hoje, no Dia Mundial do Café, celebrado em 14 de abril, é importante refletir sobre práticas para a garantia de um futuro sustentável para a cafeicultura.

Técnico agrícola e viveirista, Guilhermino Netto. Crédito: divulgação

“A seleção correta dos clones é um divisor de águas na construção de uma lavoura de alta performance. Clones bem escolhidos podem superar a marca de 200 sacas por hectare, graças à sua genética superior. Além disso, a uniformidade na maturação dos frutos facilita colheitas mais eficientes e de maior qualidade, o que contribui diretamente para melhores pontuações sensoriais e maior valor agregado da produção”, disse o técnico agrícola e viveirista, Guilhermino Netto.

Os clones mais recomendados para as regiões produtoras do Espírito Santo, leste de Minas Gerais e sul da Bahia são aqueles que aliam alto potencial produtivo, adaptação climática e resistência a pragas e doenças. No Espírito Santo, destacam-se: A1, Z13, CM1, Pirata, K61, além dos clones das cultivares Centenário, Jequitibá e Diamante.

Já os clones oriundos de Rondônia, que vêm ganhando espaço nas lavouras do Sudeste e Nordeste brasileiro, incluem o R25, R22, LB15, R8, AS2, 156, LB80, LB88, BG180, 04 e R7. Esses materiais genéticos vêm sendo validados a campo por sua performance em produtividade, rusticidade e estabilidade de produção. A seleção de clones é uma decisão estratégica, e quando bem feita, transforma o potencial da terra em prosperidade real, destaca o viveirista.

“A cafeicultura do futuro será cada vez mais genética, tecnológica e sustentável. O desenvolvimento e a adoção consciente de clones superiores são pilares dessa transformação. O produtor que investir agora em material genético de ponta, manejo orientado por dados e práticas regenerativas, estará preparado não apenas para colher grandes safras, mas também para conquistar novos mercados e gerar impacto positivo em sua comunidade”, pontuou.

Não basta o clone ser produtivo, para que o potencial genético dos clones seja totalmente explorado. É necessário adotar um manejo de excelência, que inclua: irrigação inteligente, com base em dados climáticos e sensores de umidade; adubação sob demanda, orientada por análises de solo e tecido foliar; manejo biológico e químico integrado, promovendo o equilíbrio do ecossistema da lavoura; conservação do solo e da água, com uso de cobertura morta, curvas de nível e plantio em contorno; poda estratégica, respeitando o ciclo da planta e estimulando brotações produtivas.

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Um clone produtivo é aquele que expressa alto número de frutos por planta com consistência ao longo dos anos. “Suas principais características são: uniformidade de florada e bom pegamento; porte ereto, facilitando a mecanização e a insolação uniforme; alta tolerância a déficit hídrico; resistência genética às principais pragas e doenças, como bicho-mineiro e ferrugem; alto potencial de produção com menor exigência de insumos. Esses atributos garantem maior eficiência agronômica e econômica”, destaca o viveirista.

Aumentar a eficiência impulsiona a economia local, gera mais empregos, estimula o comércio de insumos, máquinas e serviços, além de contribuir para a profissionalização da cadeia da cafeicultura. “Mais do que isso, o lucro gerado por uma lavoura de alto desempenho é o combustível que move toda a estrutura da fazenda, da gestão ao investimento em tecnologia e qualidade de vida no campo”, relata o técnico agrícola.

No dia 14 de abril é celebrado o Dia Mundial do Café, uma data criada pela Organização Internacional do Café (OIC) em 2015.

Pesquisa

A pesquisa científica é a base do avanço genético na cafeicultura. Instituições como Incaper, Ufes e Ifes desempenham papel essencial na descoberta, avaliação e recomendação de clones adaptados às diversas realidades produtivas do Brasil. Consultores, viveiristas, cooperativas e empresas privadas, que realizam experimentações em campo, também têm colaborado com os centros de pesquisa.

“Esse ecossistema de inovação tem acelerado o surgimento de materiais mais produtivos, resistentes e sustentáveis, alinhados com os desafios do clima, do mercado e da segurança alimentar”, ressalta Guilhermino Netto.

Redação Campo Vivo

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